Relembre brasileiros que morreram em 2016

Cirurgião, artistas, jornalistas... confira nossa lista

Umberto MagnaniUmberto Magnani - Foto: divulgação

O ano de 2016 foi, infelizmente, o ano de muitas perdas na cultura brasileira. A escrita, a medicina, os palcos e a teledramaturgia perderam grandes nomes que fazem parte da história cultural. A importância desses nomes e de tantos outros que nos deixaram este ano é muito grande. Relembre,nesta lista, algumas dessas personalidades e suas contribuições nacionais e internacionais.

Umberto Magnani (25-04-1941 | 27-04-2016)

Ganhador do Prêmio Molière, considerado oOscar da dramaturgia brasileira, pela sua atuação no espetáculo Lua de Cetim, o ator e produtor brasileiro era considerado um dos grandes nomes do teatro e TV brasileiros. Ele também foi diretor da Associação de Produtores de Espetáculos teatrais do estado de São Paulo, e trabalhou como professor de teatro. Durante sua atuação na novela Velho Chico, na qual interpretava o Padre Romão, ele sofreu um Acidente Vascular Encefálico (AVE)e foi internado. E faleceu após complicações na cirurgia para tratar o AVE.

Cauby Peixoto (10-02-1931 | 15-05- 2016)
Cantor de diversos estilos musicais como MPB, jazz e samba-canção. Conhecido por seus penteados excêntricos, veio de uma família de músicos e ficou famoso por sua voz aveludada e grave. Entre seus grandes sucessos, estão “Conceição”, “Luzes da Ribalta” e “Ninguém é de ninguém”.

Ivo Pintanguy (05-07-1926 | 06-08-2016)

Considerado o maior cirurgião plástico do mundo, Ivo Pitanguy era membro Academia Nacional de Medicina. Ele foi considerado, junto com Pelé, um dos brasileiros mais famosos internacionalmente do século 20. Além de médico, também participou como membro da Academia Brasileira de Letras. O doutor morreu após sofrer parada cardíaca em casa, um dia após carregar a tocha olímpica no Rio de Janeiro.

Elke Maravilha (2202-1945 | 16-08-2016)
Nascida na Rússia, a modelo que também tinha nacionalidade alemã, chegou ao Brasil na tentativa de fugir de perseguições políticas do regime soviético. Conseguiu a nacionalidade brasileira após ganhar o título de Glamour Girl em 1962. Levou um vida conturbada, foi presa durante a Ditadura Militar após se tornar amiga da estilista Zuzu Angel. Casou-se oito vezes e cometeu três abortos por não querer ser mãe. Falava oito idiomas e trabalhou como professora além de cursar letras, medicina e filosofia. Ficou conhecida como Elke Maravilha após ser chamada assim por Chacrinha, com quem trabalhou por 14 anos.

Geneton Moraes Neto (13-07-1956 | (22-08-2016)
Jornalista recifense de alto prestígio, começou sua carreira trabalhando no Diario de Pernambuco. Foi editor-chefe do programa dominical Fantástico, da TV Globo, e correspondente da mesma emissora na Inglaterra. Foi diretor do premiado documentário Cordilheiras no Mar: A fúria do fogo bárbaro. Faleceu após sofrer um aneurisma da aorta.

Domingos Montagner (26-02-1962 | 15-09-2016)
O ator ficou nacionalmente conhecido ao participar da telenovela Cordel encantado, pela qual ganhou diversos prêmios como ator revelação. Seu último trabalho foi na novela Velho Chico, como protagonista Santo dos Anjos. Foi durante as gravações da novela, no interior de Sergipe, que Domingos se afogou no rio São Francisco. Após sair para nadar com uma colega de elenco durante intervalo das gravações, o ator teria sido levado pela correnteza.

Orival Pessini (06-08-1944 | 14-10-2016)

Huumorista, ator, cantor e artista plástico brasileiro que ficou conhecido pela criação e desenvolvimento de diversos personagens. Entre suas criações mais famosas, estão Fofão, que participava do programa Balão Mágico, e posteriormente ganhou um programa próprio chamado TV Fofão. Ele confeccionava as máscaras de seus personagens a partir de látex, conferindo mais movimento e naturalidade aos personagens. Orival faleceu em decorrência de um câncer no baço. Após sua morte, todas as suas máscaras foram destruídas, respeitando um pedido dele, que temia que
elas fossem mal utilizadas.

Ferreira Gullar (10-09-1930 | 04-12-2016)
Nascido como José Ribamar Ferreira, ele foi um dos fundadores do neoconcretismo e membro da Academia Brasileira de Letras, onde foi considerado um Imortal. E foi considerado o maior poeta brasileiro enquanto estava vivo. Seu pseudônimo foi inventado por ele alegando que o nome Ribamar era muito comum no Maranhão - então resolveu apropriar-se do sobrenome de seu pai e adaptar o Goullart de sua mãe, “como a vida é inventada, eu inventei o meu nome”. O escritor faleceu em decorrência de diversos problemas respiratórios que culminaram em uma pneumonia.

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