CRISE NOS ESTADOS

Rio busca alternativas para sair da profunda crise financeira

Segundo Pezão, o dinheiro não cobre nem o 13º salário do funcionalismo

Deputado Sílvio Costa (Avante)Deputado Sílvio Costa (Avante) - Foto: Câmara dos Deputados

Sem apoio para as medidas de ajuste que apresentou para equilibrar as contas do Estado, o governo do Rio negocia com o Tesouro Nacional alternativas para sair da profunda crise financeira que enfrenta. Várias propostas apresentadas pelo governador Luiz Fernando Pe­zão (PMDB) foram descartadas pela Assembleia Legislativa do Estado, que tem atrasado salários e pagamentos a fornecedores.

O socorro oferecido pelo presidente Michel Temer na terça-feira, que promete R$ 5 bilhões para ajudar os Estados a fechar as contas deste ano, garante apenas cerca de R$ 86 milhões para o Rio. Segundo Pezão, o dinheiro não cobre nem o 13º salário do funcionalismo.

Pezão esteve em Brasília ontem para discutir alternativas com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o Tesouro. O governador quer tomar empréstimos no mercado oferecendo como garantias receitas futuras do Estado com royalties do petróleo e créditos que o Rio tem a receber de sonegadores e outros devedores.

O problema é que o custo para viabilizar essas operações tende a ser muito alto no mercado, num ambiente de crescente desconfiança sobre a capacidade do Rio de honrar seus compromissos. O déficit do Estado neste ano deve atingir R$ 17,5 bilhões. A queda da arrecadação com royalties é um dos obstáculos. Com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, as receitas do Rio com royalties minguaram. A segunda possibilidade é a venda da dívida ativa do Estado, ou seja, dos créditos a receber.

Sem plano B
O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), afirmou que “não há plano B“ caso o pacote para tratar da crise do Estado não seja aprovado. Ele pediu o “sacrifício solidário” e a “compreensão” de toda a população e disse que o parcelamento de salários dos servidores e do 13º é “uma atitude racional”. O Governo decretou situação de calamidade financeira. Antes, anunciara um pacote de medidas que incluem a venda de estatais, demissão de funcionários e corte de secretarias.

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