Secretaria nega ruptura entre facções criminosas em presídios do Rio e de SP

De acordo com a Secretaria de Segurança do Rio, existem informações discordantes sobre o assunto, mas a pasta descarta qualquer ruptura até o momento

FunaseFunase - Foto: Rafael Furtado/Arquivo Folha

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro negou nesta quinta-feira (20) que haja, de fato, alguma ruptura entre as maiores facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo pela disputa da venda de drogas e o domínio de presídios do estado. Na última segunda-feira (17), o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro, disse que a rebelião que ocorreu na tarde do último domingo (16) na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, foi resultado de uma briga entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.

Segundo Castro, também ocorreram rebeliões no Pará e em Rondônia, com a mesma motivação. O secretário afirmou, na ocasião, que esse movimento entre as facções está sendo observado nos presídios há cerca de uma semana. Pelo menos dez presos morreram durante a rebelião em Roraima. A informação divulgada inicialmente é de que seriam 25 mortos.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Rio, existem informações discordantes sobre o assunto, mas a pasta descarta qualquer ruptura até o momento. Porém, segundo a secretaria, as forças de inteligência das polícias carioca e paulista estão investigando e acompanhando quaisquer desdobramentos de forma integrada.

A Secretaria de Administração Penitenciária disse, em nota, que está adotando as medidas necessárias e, por questões de segurança, essas informações não serão divulgadas.

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