Serial killer de Goiânia pede para casar em penitenciária

Última condenação contra Tiago Henrique Gomes da Rocha ocorreu nesta quinta (20), pelo assassinato de Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, em maio de 2014

Tiago Henrique Gomes da RochaTiago Henrique Gomes da Rocha - Foto: Hernany César/ TJGO/ Fotos Públicas

Conhecido como o serial killer de Goiânia, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 30, pediu à Direção Geral da Administração Penitenciária de Goiás (DGAP) para se casar dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital.

Preso desde 2014, Rocha foi condenado a mais de 600 anos de prisão. Segundo a DGAP, ele pediu para participar de casamento comunitário que deve ser realizado no próximo mês. Mas a documentação da noiva, que também é detenta, não ficou pronta a tempo.

Leia também:
Mais de 100 detentos fogem de presídio em João Pessoa; tenente pernambucano é morto
Detento é morto dentro de unidade prisional no Recife
Nova constituição cubana pode abrir caminho para casamento gay


A DGPA não informou a identidade da noiva nem o motivo de sua prisão. Como os dois estão presos, eles não têm encontros pessoais. A advogada de Rocha, Luciana de Almeida, não quis comentar o assunto neste sábado (22).

Rocha já foi condenado por 29 mortes, dois assaltos e porte ilegal de armas. Somadas, as penas são de 684 anos de dez meses de prisão. Os crimes, ocorridos entre 2013 e 2014, chocaram o país pela maneira aleatória com que o condenado escolhia as vítimas nas ruas da cidade.

A última condenação ocorreu nesta quinta (20), pelo assassinato de Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, em maio de 2014. A vítima esperava um ônibus ao sair da academia, quando Rocha chegou em uma moto e anunciou um assalto.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, um colega de trabalho que estava com a vítima no momento do crime contou que o réu atirou no peito de Bruna enquanto ela pagava o celular e fugiu sem levar nenhum pertence. Bruna deixou um filho de sete anos.

Rocha foi condenado a 21 anos por homicídio qualificado. Para o juiz Eduardo Pio Mascarenhas, da 1ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Juri, o caso foi de "reprovabilidade considerada elevadíssima, já que o réu escolheu a vítima aleatoriamente, atingindo-a com um tiro certeiro no peito". Nos julgamentos, a defesa tem usado a tese de semi-imputabilidade, alegando que Rocha tem transtornos mentais.

Veja também

Amazonas receberá cota extra de vacinas para frear pandemia
Coronavírus

Amazonas receberá cota extra de vacinas para frear pandemia

Avião com doses da vacina de Oxford, produzida na Índia, chega ao Rio
Coronavírus

Avião com doses da vacina de Oxford, produzida na Índia, chega ao Rio