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Sirenes não foram acionadas em morro onde duas pessoas morreram no Rio

Cidade do Rio permanece em estágio de crise na manhã desta terça, por causa do temporal que começou no fim da tarde de segunda (8) e já deixou pelo menos três mortos

Danos deixados pelo temporal do Rio de Janeiro. Danos deixados pelo temporal do Rio de Janeiro.  - Foto: CARL DE SOUZA / CDS / AFP

As sirenes de emergência da prefeitura do Rio de Janeiro não foram acionadas no morro da Babilônia nessa segunda-feira (8), apesar de duas mulheres terem morrido soterradas em um deslizamento de terra.

O prefeito Marcelo Crivella confirmou a informação na manhã desta terça-feira (9) e afirmou que vai rever o protocolo, que já havia sido alterado anteriormente. "Não tocou-se a sirene na Babilônia porque os pluviômetros marcaram 39 mm. Depois das chuvas na Niemeyer, descemos para 45 mm. Portanto, não chegou aos 39 mm, que os técnicos da defesa civil entendiam como risco maior", disse o prefeito.

"Nós lamentamos profundamente, o Rio de janeiro perde três vítimas nestas chuvas", continuou.

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Na Babilônia, onde duas pessoas morreram por conta das fortes chuvas, os pluviômetros das sirenes marcaram 39 mm. O equipamento é programado para ser acionado apenas quando os 45 mm de nível mínimo de emergência são atingidos. "Vamos rever esse tipo de situação", apontou Crivella.

No Jardim Botânico, as sirenes chegaram a marcar 88 mm. O índice é semelhante ao da tempestade de fevereiro deste ano, quando os pluviômetros marcaram 89 mm no mesmo local. Nesta segunda, os pluviômetros chegaram a 86,2 mm na Rocinha, 89,6 mm no Alto da Boa Vista e 92,2 mm na Barra/Barrinha.

O prefeito também disse que 15 comunidades cariocas estão em estágio de alerta na manhã desta terça. Ao longo da noite, 21 comunidades e áreas de risco por conta das chuvas tiveram 39 sirenes acionadas.

A cidade do Rio permanece em estágio de crise na manhã desta terça, por causa do temporal que começou no fim da tarde de segunda (8) e já deixou pelo menos três mortos. Empresas e órgãos públicos decretaram ponto facultativo.

Em coletiva à imprensa, o prefeito Marcelo Crivella propôs a construção de um piscinão abaixo do Jockey Clube da Gávea para evitar enchentes na região, a mais afetada pelas chuvas desta segunda.

A prefeitura diz que tem cinco mil homens nas ruas trabalhando para minimizar os impactos das fortes chuvas. A cidade entrou em estágio de atenção às 18h35 da segunda e, às 20h55, passou a estágio de crise.

Vias importantes como a avenida Niemeyer e a estrada Grajaú-Jacarepaguá, que saem da zona oeste com destino ás zonas sul e norte, permanecem bloqueadas desde o início das chuvas. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, também há bloqueios em outras sete vias, por causa de alagamentos. Houve deslizamentos em vias da zona oeste e da zona sul. Às 8h, havia registros de 20 bolsões de água em ruas e avenidas da cidade.

A Marinha emitiu alerta de ressaca, com previsão de ondas de até 2,5 metros e a previsão é que o tempo permaneça instável durante todo o dia. Pela manhã, houve fortes chuvas na zona oeste da cidade.

As escolas da rede estadual só ficarão abertas pela manhã, enquanto tiverem alunos. As aulas da tarde e da noite foram canceladas. A prefeitura também suspendeu aulas e atendimentos em serviços públicos, como centros de tratamento de saúde animal e as vilas olímpicas, que ficarão abertas apenas para receber desabrigados.

A Justiça estadual também decidiu suspender as atividades e não terá expediente na capital e na região metropolitana nesta terça. A contagem de prazos processuais será suspensa enquanto as atividades estiverem interrompidas.

Ainda não há registro oficial de desabrigados ou desalojados. Até às 9h45 desta terça, a prefeitura confirmava três mortes: duas mulheres foram soterradas em um deslizamento de terra no morro da Babilônia e um homem foi encontrado na Gávea.

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