Brasil

SUS tem quatro novos serviços ambulatoriais para processo transexualizador

Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual

O projeto visa capacitar 10.732 pernambucanas de forma gratuitaO projeto visa capacitar 10.732 pernambucanas de forma gratuita - Foto: Diego Galba/Divulgação

O Ministério da Saúde habilitou quatro novos serviços ambulatoriais para procedimentos transexualizadores. Entre os procedimentos estão a terapia hormonal e o acompanhamento psicológico dos usuários em consultas antes e depois da cirurgia de redesignação de sexo.

Os serviços recém habilitados estão disponíveis em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia (MG). Ao todo, agora são nove centros com estes serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos quais cinco também oferecem a cirurgia de mudança de sexo, chamada de redesignação sexual.

Como o processo é irreversível, o Ministério da Saúde exige que antes da cirurgia seja feito um acompanhamento multidisciplinar por pelo menos dois anos. Para ambos os gêneros, a idade mínima para procedimentos ambulatoriais é de 18 anos. Esses procedimentos incluem acompanhamento psicológico e hormonioterapia.

Para procedimentos cirúrgicos, a idade mínima é de 21 anos. Após a cirurgia, deve ser feito acompanhamento por mais um ano.

Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual. Entre 2008 e 2016, ao todo, foram feitos 349 procedimentos hospitalares e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo transexualizador.

Associação Nacional de Travestis e Transexuais

Para a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson, a notícia é boa, independentemente de o objetivo final do usuário ser a cirurgia ou não. “A porta de entrada dessas pessoas no serviço publico era pelo serviço de Aids, com a instituição desses ambulatórios, essa população começou a entrar no sistema de saúde por outras frentes que não a Aids. A instituição deses serviços, para além da cirurgia, para além das especificidades, dá mais acesso à saúde para essa população”, frisou Keila.

A presidente reforça que ainda são necessários mais centros que façam a cirurgia de redesignação. Keila destaca que alguns estados têm oferecido trabalhos regionais específicos para transexuais e travestis com sucesso e enfatiza que esse tipo de iniciativa é essencial para que essa população tenha acesso integral aos serviços públicos de saúde.

Veja também

Central de alimentos abastecerá cozinhas solidárias no Rio Grande do Sul
solidariedade

Central de alimentos abastecerá cozinhas solidárias no Rio Grande do Sul

Dengue: Minas inaugura biofábrica do método Wolbachia
Saúde

Dengue: Minas inaugura biofábrica do método Wolbachia

Newsletter