Tragédia em Mariana pode ser agravada

O período chuvoso já começou e traz o risco de essa a lama voltar a poluir os rios e cortar o abastecimento de água

Carnaval de OlindaCarnaval de Olinda - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

 

O rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro do ano passado, em Mariana (MG), foi só o ponto de partida da maior tragédia ambiental do Brasil. Um ano após 40 bilhões de litros de lama terem matado 19 pessoas e se espalhado por 650 km, até litoral do Espírito Santo, o rejeito de minério não removido pela mineradora Samarco pode agravar o desastre. O período chuvoso já começou e traz o risco de essa a lama voltar a poluir os rios e cortar o abastecimento de água.

Para conter a lama em Bento Rodrigues, povoado destruído pela tragédia, a mineradora de propriedade da Vale e da BHP Billiton optou por construir um dique que alaga parte da região, já que, segundo ela, a retirada da lama demandaria tempo e uma engenharia complexa. Essa obra é contestada pelo Ministério Público Federal. A mineradora responde que “lamenta” a tragédia, mas que se preocupa com as populações rio abaixo.

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