UFRJ reage a plano de Temer de tirar Museu Nacional da instituição

Para a reitoria da universidade fluminense, desvincular da instituição a gestão do museu "representaria ato arbitrário e autoritário contra a autonomia universitária e a comunidade científica do país"

Museu Nacional do Rio de JaneiroMuseu Nacional do Rio de Janeiro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) reagiu nesta sexta (7) ao plano estudado pelo governo Michel Temer (MDB) de desvincular da instituição a gestão do Museu Nacional, destruído por um incêndio no domingo (2).

A reitoria da universidade afirmou que "qualquer medida dedicada a retirar da UFRJ o Museu Nacional representaria ato arbitrário e autoritário contra a autonomia universitária e a comunidade científica do país".

Também afirmou, por meio de nota, que no espaço não ocorre apenas a conservação do acervo, mas diversas outras atividades ligadas ao estudo e à pesquisa. "Além da guarda da memória, da cultura do país e do mundo, ali se produz conhecimento, ciência de ponta reconhecida pela Capes com a nota 7, maior índice de avaliação possível para uma instituição acadêmica no Brasil."

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A instituição disse que o museu é indissociável da UFRJ -como prevê o artigo 207 da Constituição Federal. Para a reitoria, o quadro de docentes, pesquisadores e técnicos é altamente qualificado e não poderia se submeter a uma organização social ou qualquer outra instituição que não seja a própria universidade.

O argumento do Palácio do Planalto tem sido o de que a direção da instituição de ensino não tem gerido de maneira adequada os recursos repassados e de que essa possível alteração poderá facilitar parcerias com a iniciativa privada para agilizar a recuperação do museu.

A ideia em estudo é que a gestão da instituição cultural passe para as mãos do Ministério da Educação, que teria, na opinião do governo federal, melhores condições para conduzir a recuperação do prédio histórico após a destruição.

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