Briga no Complexo do Curado deixa um morto e oito feridos

O Batalhão de Choque entrou na penitenciária junto com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico

Policiais chegam ao Complexo do Curado após briga de detentosPoliciais chegam ao Complexo do Curado após briga de detentos - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Uma briga entre detentos deixou um preso morto e oito feridos na manhã desta quinta-feira (30) no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb), uma das unidades do chamado Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife. O autor do crime, segundo a polícia, efetuou vários disparos de arma de fogo, que feriram oito pessoas e matou uma.

Os detentos atingidos pelos tiros foram encaminhadas ao Hospital Otávio de Freitas e estão fora de perigo. No início da tarde, seis dos oito hospitalizados receberam alta.

De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, a confusão foi desencadeada porque o autor do crime levou um tapa de um rival. Depois disso, ele solicitou a um amigo, ainda desconhecido pela polícia, que levasse uma arma para ele se vingar. O detento, que não ficou ferido, será transferido para um presídio de segurança máxima e responderá pelo crime de homicídio, segundo o secretário. 

O crime aconteceu por volta das 7h30 desta quinta. O homem estava sob a possibilidade de entrar no processo de diminuição de pena. Eurico afirmou que todos os envolvidos no tumulto vão responder em medida disciplinar. Quando perguntado sobre como foi possível a entrada da arma na penitenciária, o secretário disse que essa questão está sendo apurada.

“Este ano, cerca de 24 armas de fogo foram apreendidas no sistema, além de mais de 1.000 armas brancas, porque o presídio está no entorno de uma área urbana, e, consequentemente, é fácil de se lançar”, apontou o secretário. No episódio desta quinta, quatro armas de fogo e mais de 20 celulares foram apreendidos.

O crime aconteceu no pavilhão N de segurança - área isolada, reservada para os detentos que correm risco de ser objeto de vingança ou de morte. Após o tiroteio, a movimentação na penitenciária foi grande, com carros da Polícia Militar e carros de transporte. O Batalhão de Choque se encontrava  na parte interna do presídio, junto com o secretário.  A Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães) também esteve no local com os cães, para fazer a vistoria das celas.

Atualmente, segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária e Servidores no Sistema Penitenciário de Pernambuco (Sindasp), o PJallb tem 2.821 presos quando a capacidade é de 901 detentos.

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