Caldinho do Nenen envolvido em mais um caso de polícia

Embora "Neném" seja o empresário Auri Mendes, no papel, o estabelecimento pertence ao agricultor semianalfabeto Jocelino Silva

Caldinho do NenémCaldinho do Neném - Foto: Reprodução/ Google Street View

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) descobriu uma divergência na propriedade do bar e restaurante Caldinho do Neném, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Embora "Neném" seja o empresário Auri Mendes, 42 anos, conhecido como dono do local, o estabelecimento está registrado no nome de Jocelino Feliciano da Silva, 44, um agricultor semianalfabeto. A divulgação do caso foi feita na manhã desta segunda (11), pelo chefe da PCPE, Joselito Kehrle.

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A delegada de Boa Viagem, Beatriz Leite, disse que o primeiro contato foi da Celpe, que suspeitava que o Caldinho do Neném estava desviando energia elétrica, o que ficou comprovado. Na ocasião, Jocelino foi autuado por furto qualificado e liberado após pagamento de fiança de R$ 14.500. "Quando perguntamos, na qualificação, qual a profissão dele (Jocelino), ele respondeu que era agricultor e foi corrigido pelo advogado: 'não, o senhor é comerciante'", contou a delegada. No sistema da Polícia Civil também consta que Jocelino é agricultor, completou Beatriz Leite.

A Compesa também procurou a Polícia para verificar o furto de água e ficou comprovado que o crime estava sendo cometido tanto pelo Caldinho do Neném quanto pelo Barraco, bar vizinho que pertence ao mesmo grupo. A divergência de propriedade será investigada.

"Nos chamou muito atenção. Ele é conhecido como Neném, tem um programa de rádio no bar e, quando vimos, não é ele o proprietário de direito. Queremos saber porque está no nome de outra pessoa, se Auri funciona como um administrador. Nós o ouvimos e ele negou até ser o Neném, mas juntamos publicações das redes sociais e reportagens que provavam que é ele", acrescentou Beatriz Leite. "A situação deles vai se agravar e esses indícios já mostram que há personalidade para crimes dessa natureza". Os homens não foram autuados em flagrante porque não foram encontrados, mas foram intimados a depor. Será instaurado um inquérito através de portaria.

Roubo de água
O perito criminal Frederico Bento Maranhão explicou que o roubo de água acontecia por uma tubulação irregular conectada aos canos da Compesa, sem hidrômetro. Segundo Maranhão, o bom encanador faria a intervenção, mas não está descartada a participação de um funcionário da Compesa, cabendo investigação. Os proprietários dos restaurantes foram autuados por furto qualificado.

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