Caminhoneiros dizem que reduções são mínimas e pouco efetivas

Sintracap-PE aponta que reduções nos preços são mínimas e não surtem efeito para eles que gastam entre R$ 200 e R$ 300 com combustível

Caminhoneiros fecham trecho da BR-101 Norte, na altura do Assai AtacadistaCaminhoneiros fecham trecho da BR-101 Norte, na altura do Assai Atacadista - Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Cerca de 130 caminhoneiros ocupam duas das três faixas do km 50 da BR-101 Norte, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, nos dois sentidos da via - Recife e João Pessoa -, nas proximidades do Supermercado Assaí. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) orienta os profissionais a não ocupar a faixa exclusiva para ônibus e controla o tráfego.

A movimentação começou por volta das 7h45 e, segundo o motorista Tony Oliveira, uma das lideranças do ato, que é organizado pelo Sindicato de Transportadores Rodoviários de Carga de Pernambuco (Sintracap-PE), a eliminação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) não irá provocar muita diferença nos preços.

"A gente não acredita que vá reduzir o preço não, até porque a diferença é minima, só cinco centavos que não vai causar efeito nenhum pra gente", disse. Ele acrescenta as reivindicações da categoria. "O que queremos é a redução de 50% no valor do diesel, congelamento do preço por dois anos, suspensão da cobrança do eixo erguido nos pedágios e a diminuição dos impostos", frisou.

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O caminhoneiro Luís Henrique Batista, também líder do movimento, afirma que os motoristas querem mostrar a força da categoria. "Queremos mostrar ao governo que são os caminhoneiros que movimentam o Brasil e somos a única categoria que consegue parar o País".

Segundo ele, o fim da Cide não afetará os preços. "Abastecemos 200, 300 litros e não muda nada diminuir esses 20 ou 30 reais. Não surte muito efeito. Essa redução de 50% seria melhor pois a gente não consegue comprar um pneu nem fazer uma revisão. Gastamos até 65% do valor do frete só com combustível", reclamou.

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