Sáb, 18 de Abril

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Campanha de sabotagem russa afeta alvos europeus e americanos, dizem especialistas

Cerca de 27% dos ataques foram contra alvos de transporte, enquanto outros 27% tiveram como alvo governos

Moradores locais inspecionam carros queimados estacionados no pátio de um prédio residencial após um ataque com mísseis em Odessa em 28 de janeiro de 2025Moradores locais inspecionam carros queimados estacionados no pátio de um prédio residencial após um ataque com mísseis em Odessa em 28 de janeiro de 2025 - Foto: Oleksandr Gimanov/AFP

A Rússia intensificou uma campanha de sabotagem contra alvos europeus e americanos no continente, afirmou nesta terça-feira (18) um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

"O número de ataques russos na Europa quase triplicou entre 2023 (12 ataques) e 2024 (34 ataques)", segundo o informe do CSIS, que acrescentou que essas ações "complementam a brutal guerra convencional da Rússia na Ucrânia".

Cerca de 27% dos ataques foram contra alvos de transporte, enquanto outros 27% tiveram como alvo governos e 21% foram destinados a infraestruturas sensíveis e à indústria, afirmou.

As principais armas utilizadas foram explosivos, instrumentos contundentes ou cortantes e ataques eletrônicos.

Além disso, o estudo observou que a intensificação da sabotagem russa foi uma resposta ao apoio ocidental à Ucrânia e à falta de consequências para suas ações.

A Rússia lançou sua invasão à Ucrânia em fevereiro de 2022, e os Estados Unidos e a Europa forneceram bilhões de dólares em ajuda militar para que Kiev enfrentasse as forças de Moscou.

O relatório do CSIS foi publicado no mesmo dia em que outro informe da União Europeia (UE) concluiu que Rússia e China utilizam "amplos arsenais digitais" para interferir nas democracias ocidentais.

Bruxelas disse em seu relatório anual sobre o tema que rastreou ataques de desinformação contra mais de 80 países e de 200 organizações no ano passado.

A UE está cada vez mais preocupada com a interferência russa como parte do que vê como uma campanha híbrida mais abrangente de Moscou, que inclui ataques de sabotagem, com o objetivo de enfraquecer o Ocidente.

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