Campeão do atletismo sofreu queimadura na cabeça com 10 meses de vida

Para proteger do sol a área sensível, Alison costuma treinar de boné, ainda que isso atrapalhe o treinamento

Brasileiro não teve bom início, mas sorriu ao finalBrasileiro não teve bom início, mas sorriu ao final - Foto: Wander Roberto/COB

O Brasil conheceu Alison Brendom dos Santos de um jeito que pouca gente conhecia -sem boné.

A grande promessa do atletismo brasileiro para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, agora campeão pan-americano dos 400m com barreira, está sempre com o utensílio na cabeça para proteger as cicatrizes de um acidente doméstico sofrido quando ele ainda era um bebê, em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo.

Alison, que hoje todo mundo conhece por Piu, tinha 10 meses quando foi atrás da avó na cozinha, engatinhando, bateu no cabo e virou sobre a cabeça uma panela de óleo que estava esquentando para fritar peixe. O acidente foi grave e levou o menino até o Hospital do Câncer de Barretos, onde ficou internado com queimaduras de terceiro grau. Seu primeiro aniversário foi celebrado dentro do hospital.

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Saiu de lá, porém, com diversas cicatrizes: na testa, no rosto, no peito e no braço esquerdo. A mais visível é a da parte superior da cabeça e de parte da testa. Ali a pele é mais clara e não nasce cabelo, o que dá a impressão de que Piu tem uma careca e é muito mais velho do que seus 19 anos. Em torno do olho direito a pele do rosto é mais escura.

Para proteger do sol a área sensível, Alison costuma treinar de boné. Ainda que isso atrapalhe o treinamento, o boné só sai da cabeça para as provas oficiais. E, nelas, Piu está voando este ano.

Ganhou o GP Brasil, a Universíade, o Campeonato Pan-Americano Sub-20 e os Jogos Pan-Americanos nos 400m com barreiras, sempre melhorando sua melhor marca pessoal. Hoje, o atleta é o quarto do ranking mundial.

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