Candidato do PSL acena ao Nordeste e diz que concluirá transposição

'No governo, caso nós cheguemos lá, minha ideia é não fazer nenhuma obra nova. Vamos concluir as antigas (...)', afirmou Bolsonaro em uma rede social

Jair Bolsonaro (PSL) tem larga vantagem nas pesquisas de opinião obre seu oponente, Fernando Haddad (PT) Jair Bolsonaro (PSL) tem larga vantagem nas pesquisas de opinião obre seu oponente, Fernando Haddad (PT)  - Foto: Reprodução/Facebook

Em um novo aceno aos eleitores do Nordeste, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) prometeu concluir as obras da transposição do rio São Francisco em um vídeo gravado no domingo (14). Bolsonaro estava ao lado de Capitão Wagner (Pros), deputado federal eleito pelo Ceará, e destacou a importância da obra, iniciada no governo do ex-presidente Lula (PT).

"No governo, caso nós cheguemos lá, minha ideia é não fazer nenhuma obra nova. Vamos concluir as antigas. E essa [a transposição] a gente nem discute a sua importância. É vital para vocês do Nordeste que essa obra seja concluída", afirmou.

Leia também:
Bolsonaro tem 59% dos votos válidos; e Haddad, 41%, diz BTG Pactual
Boulos e Bolsonaro trocam farpas após declaração do líder do MTST
Pesquisador vê tática militar na comunicação de Bolsonaro
Caetano, Chico e José de Abreu: veja famosos que apoiam Haddad
Bolsonaro 'fomenta a violência', diz Haddad em entrevista à AFP

O presidenciável passou o dia em sua casa, num condomínio da Barra da Tijuca. Recebeu uma equipe da TV Record para conceder uma entrevista e anunciou um pronunciamento ao vivo no Facebook às 18h30. Na transmissão, ele se comparou ao juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, e disse que ambos perderam a liberdade de andar sem segurança, lembrando do atentado a faca que sofreu.

Ele voltou a defender a propriedade privada e a posse de armas como forma de defesa. E atacou o PT e Guilherme Boulos, candidato derrotado do PSOL, por defenderem ocupações. Disse ainda que, se eleito, vai tentar aprovar no Congresso um projeto de lei que tipifique as ações de movimentos sociais como o MST e MTST como atos de terrorismo.

Bolsonaro criticou a imprensa ao afirmar que ela é responsável por tratá-lo como ameaça à democracia e voltou a repetir que é vítima de notícias falsas. Ele rebateu as acusações dizendo que seu adversário, Fernando Haddad (PT), é quem ameaça a democracia. Como evidência, citou os trabalhos do ex-prefeito no mestrado e no doutorado e disse que o interesse de Haddad por marxismo e União Soviética provam que ele não é democrático.

Apesar de criticar a imprensa, Bolsonaro disse que a Globonews admitiu que é muito difícil ele perder as eleições. "Só tem uma maneira... [de perder]", afirmou, sem completar a frase, no contexto de que ele vem sofrendo ameaças.

Bolsonaro culpou o PT por espalhar notícias de que ele votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência e afirmou que foi contrário apenas ao ponto em que o projeto se referia à causa LGBT. "Existe um ativismo muito forte da questão LGBT. Não tenho nada contra, mas o estado não tem nada com isso", disse. Ele afirmou ainda que partidos como PT e PSOL "fazem emendinha qualquer" sobre o tema em vários projetos. "Não podemos criar classes especiais só porque o elemento diz que é gay."

Veja também

Municípios dão início à etapa de vacinação contra Covid-19 para idosos. Saiba como fazer cadastro
Saúde

Municípios dão início à etapa de vacinação contra Covid-19 para idosos. Saiba como fazer cadastro

Bolsonaro participa de celebração nacional da Índia na embaixada
Governo Federal

Bolsonaro participa de celebração nacional da Índia na embaixada