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Carlos Ferrera lança o disco 'Daquilo Que o Coração Come'

O lançamento ocorre neste sábado, no espaço Sinspire, no Bairro do Recife

Cantor Carlos FerreraCantor Carlos Ferrera - Foto: Júlio Morais/Divulgação

Inaugurando uma nova fase na sua carreira profissional e propondo novos caminhos para o mercado, o cantor e compositor Carlos Ferrera lança, neste sábado (18), seu primeiro disco "Daquilo Que o Coração Come", com o apoio do Funcultura. A estreia, que contará com performances de bailarinos, DJ, pocket show e sessão de autógrafos, ocorre no espaço Sinspire (praça do Arsenal, Bairro do Recife), a partir das 18h. A ocasião marca um momento de metamorfose: o artista, que já possui uma longa trajetória cultural, se aventura agora em experimentações com um disco centrado liricamente nos sentimentos e sonoramente na mistura de ritmos.

Com uma forte base eletrônica, a organicidade não deixa de fazer parte do disco de Carlos. O orgânico, aliás, consiste nas suas raízes, e o eletrônico foi um desafio que conseguiu superar com os parceiros William Paiva, Rogério Samico e Guilherme Assis (direção musical).

As batidas computadorizadas dividem espaço com os sons da bateria, guitarra e percussão. "É muito difícil definir o estilo do disco. Eu até estava nesse exercício de ouvir o que as pessoas me traziam quando ouviam. Mas eu considero um pop alternativo, com muita herança da MPB, que é uma carga que eu trago principalmente nas letras", enfatiza. 

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O CD, que começou a ser produzido em 2017, contém 11 faixas, sendo seis compostas por Carlos em parceria com Barro, Jam da Silva e Júlio Morais. Outras canções são de artistas como Alex Guterres, Fábio Calamy, DJ Incidental, Muta, Pedro Saldanha e Márcio Oliveira. A intenção do cantor, que também assina a direção artística da produção, foi construir um roteiro com as mensagens de cada música. "Paixões, vontades, gostos, fé, lutas, amor, sede e fome, prazer e amor", são as palavras utilizadas para descrever a poética do novo trabalho. 

Influenciado pelos artistas negros norte-americanos, Carlos afirma seu gosto pelo som gringo, mas demonstra preocupação com o mercado local voltado para a música feita por artistas negros brasileiros. "Acho que a gente poderia ter espaços melhores, melhores relações com o poder público. A gente tem uma postura muito pequena, subserviente, que talvez ainda venha da colônia. Então temos artistas brilhantes, reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, como Jam da Silva, e a gente não reverencia essas pessoas", dispara o músico.

Durante o ano, o cantor ainda pretende investir no audiovisual. Quatro clipes serão lançados, dentre eles os feitos para as faixas "O que me faz bem", "Daquilo que o Coração Come" e "Mahakaruna". 

História 

A trajetória de Carlos é longa e o disco simboliza uma metamorfose, como ele descreve. Desde pequeno escreve poesia e aos dezessete anos iniciou seus estudos vocais no Conservatório Pernambucano, onde teve contato com músicos como Hugo Linns e banda Cobra Norato, tendo trabalhado com o produtor Juliano Holanda.

Como ator, participou de vários espetáculos como Auto das Portas do Céu, de Ronaldo Correia de Britto e Histórias de Além-Mar co-produção Brasil Holanda. No cinema, participou de Esquecimento (Gustavo Monteiro); Amor, Plástico e Barulho (Renata Pinheiro); Soberanos do Congo (Raoni Moreno); Soberanos da Resistência (Marcus Paiva) e 1817 – A Revolução Esquecida (Tizuka Yamasaki).

O artista múltiplo coleciona linguagens: a dança também fez parte da sua história, quando integrou o grupo Experimental, Compassos - Cia de Dança e Grial.
"Todas essas vivências me deram autoridade e habilidades específicas para lidar com a minha arte: A música", declara. Trabalhou com artistas como Tibério Azul, , Romero Ferro, Ayrton Montarroyos, Karynna Spinelli e Nena Queiroga, entre outros de uma lista grande.

Serviço

Lançamento do disco "Daquilo que o coração come" - com Pocket show Carlos Ferrera, Bailarinos, DJs e sessão de autógrafos
Neste sábado (18), às 18h
No Sinspire (rua da Guia, 234 - Bairro do Recife)
Gratuito, sujeito à lotação do espaço

 

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