Carros são depredados durante protesto contra morte de jovem no Recife

Moradores da Comunidade do Pilar realizaram uma manifestação na manhã desta segunda

Carros são depredados em protesto no RecifeCarros são depredados em protesto no Recife - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Ao menos dez carros foram depredados no final da manhã desta segunda-feira (22) durante uma manifestação na avenida Cais do Apolo, próximo à Prefeitura do Recife, na região central da cidade. Moradores protestaram contra a morte de um jovem da Comunidade do Pilar. Eles denunciaram que, nesta manhã, um policial teria atirado no rapaz, que ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu o morreu no Hospital da Restauração. A identificação do homem que morreu não foi divulgada.

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O Batalhão de Choque e a Companhia Independente de Apoio ao Turista (Ciatur) foram encaminhados ao local e conseguiram controlar a manifestação. Eles permanecem fiscalizando a área para evitar novos tumultos. O supervisor de logística Brunno Artoni, de 23 anos, teve o carro atingido por uma pedra. "Fui almoçar e vi uma correria. Fui tirar meu carro do local, mas, quando vi, ele tinha sido atingido por uma pedra enorme", comentou o jovem. 

Confira imagens do protesto:


Segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), o fluxo de veículos foi interrompido nas duas vias na altura do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas que a situação foi normalizada após a chegada da polícia. Procuradas pela reportagem da Folha, as polícias Civil e Militar ainda não se pronunciaram sobre o caso. Na manhã desta segunda, a Folha de Pernambuco recebeu uma denúncia anônima de que um policial teria atirado em um rapaz na rua de São Jorge, próximo ao Forte do Brum.

O próprio policial teria socorrido o jovem e levado ao HR. A unidade de saúde informou que o rapaz foi atingido por dois tiros na região dos glúteos e morreu logo depois da dar entrada no hospital. O HR disse ainda que o rapaz tinha tentado roubar a arma de um soldado, que reagiu e atirou nele.

Antes mesmo do protesto começar, policiais fizeram uma ação na comunidade. Confira no vídeo abaixo:



Resposta da polícia
Em nota, a Polícia Militar (PM) esclareceu que o Grupamento de Apoio Tático Itinerante (Gati) fazia uma ronda pela favela do Pilar quando “constatou um assalto a uma mulher”. Assim, o efetivo seguiu o suspeito e deu ordem de parada. “Ao contrário de se entregar, ele fez menção de atirar no efetivo. Foi feito o revide e o suspeito acabou atingido na altura da cintura. Mesmo sendo socorrido de imediato ao Hospital da Restauração, ele foi a óbito”, diz a nota da corporação.

A Polícia Civil também se manifestou sobre o caso, endossando a versão da PM. A instituição afirmou que Helton “respondia por crimes de tráfico de drogas e roubo” e que havia um mandado de prisão contra ele, expedido pela Justiça no dia 18 de novembro de 2016. Ele era considerado foragido. A arma que estava em posse de Helton foi entregue ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.

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