Casal de argentinos aplica golpe de R$ 7 milhões em Pernambuco

O dinheiro foi desviado entre os anos de 2011 e 2016 em filial pernambucana de empresa com sede em Goiás

Natacha Vigier Fraser, de 47 anos, é advogada e natural de Buenos AiresNatacha Vigier Fraser, de 47 anos, é advogada e natural de Buenos Aires - Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal anunciou a prisão de um casal argentino acusado de aplicar um golpe que somou um prejuízo de R$ 7 milhões em uma empresa com sede em Goiás e em sua filial pernambucana, entre os anos de 2011 e 2016. A mulher foi presa em casa no dia 22 de fevereiro por policiais civis do Brasil, em sua residência em Buenos Aires, capital da Argentina. O homem se entregou logo em seguida.

‪Joe ‬Fordham‪, de 53 anos, e Natacha Vigier Fraser, de 47, trabalhavam como facilitadores da empresa XLPower Nerópolis Locação de Equipamentos Industriais Ltda. no setor de termoelétricas. A empresa brasileira, do ramo de geração, transmissão e comércio de energia elétrica, tentava introdução no mercado argentino com a aquisição da empresa estrangeira Excell Power.

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O casal iniciou o golpe quando informou aos responsáveis pela XLPower que, para o contrato ser aceito pelas lei da Argentina, era necessário que um dos sócios fosse argentino e tivesse 5% do capital social. Assim, os estrangeiros conseguiram a gerência de parte da empresa e tiveram acesso a retiradas de dinheiro.

Os empresários brasileiros descobriram tardiamente que a exigência que alegavam ser feita legislação argentina era mentira. Desde então, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investigava o caso, que foi denunciado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em agosto de 2017.

As prisões preventivas dos estelionatários foi decretada e, em parceria com a Polícia Federal, que os colocou em alerta vermelho no banco de dados da Interpol, eles foram presos. A pena para o crime é de mais de 10 anos de prisão. "É de interesse do Brasil trazê-los para cumprir a pena em nosso Estado, já que o crime foi cometido aqui em Pernambuco", afirma o assessor de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro. 

Ainda de acordo com a Polícia Federal (PF), os acusados de fraude não tinham ficha anterior na Interpol e, por isso, tinha acesso livre ao Brasil, mas há indícios que o casal já tinha experiência em golpes deste tipo. "São pessoas que são muito experientes em simular esse tipo de negócio", afirmou Santoro. O casal permanece preso na Argentina, aguardando a decisão dos Ministérios Públicos de ambos os países entrarem em acordo.

 

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