Caso Tamarineira: audiência deve decidir se João Victor vai a júri popular

Segundo o promotor do caso, André Rabelo, 29 testemunhas serão ouvidas, sendo 18 de acusação e 11 de defesa

João Victor Ribeiro sendo conduzido a sala de audiênciaJoão Victor Ribeiro sendo conduzido a sala de audiência - Foto: Brenda Alcântara / Folha de Pernambuco

Começou, por volta das 10h desta segunda-feira (7), a primeira audiênica de instrução do universitário João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, acusado de dirigir sob efeito de álcool e provocar o grave acidente no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, em novembro de 2017, que deixou três pessoas mortas e duas gravemente feridas. A audiência, que é presidida pela juíza Fernanda Moura de Carvalho, acontece no Fórum Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, na área Central do Recife. Ao final da audiência, deve ser decidido se ele irá a júri popular ou não.

O acusado chegou, por volta das 9h30, vestindo uma camisa branca e escoltado por policiais. Segundo o promotor do caso, André Rabelo, 29 testemunhas serão ouvidas, sendo 18 de acusação e 11 de defesa. Rabelo afirma que a acusação possui diversas provas testemunhais e técnicas e espera que o acusado seja levado a júri popular. O advogado Miguel Arruda da Mota Silveira Filho, um dos sobreviventes, não falou com a imprensa. Ele deve ser o primeiro a ser ouvido.

Miguel teria pedido para o réu não estar presente durante o depoimento. A família de Roseane Maria Brito de Souza, que trabalhava como babá dos filhos de Miguel, também foi ao Fórum e pediu justiça. Na sessão, o réu pode prestar depoimento, caso queira.

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A colisão - Ocorrida em 26 de novembro de 2017, a colisão provocou a morte da funcionária pública Maria Emília Guimarães, de 39 anos; do filho dela, Miguel Neto, de 3 anos; e da funcionária Roseane Maria de Brito Souza, de 23 anos, que estava grávida. O marido de Maria Emília, o advogado Miguel Arruda da Motta Silveira Filho, de 45 anos, e a filha deles Marcela, de 5 anos, ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram. A menina ficou dois meses internada e com sequelas devido ao grande trauma.

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