Caso Tamarineira: testemunha falta e audiência é remarcada para 21 de maio

Juíza Fernanda Moura de Carvalho decidiu pela remarcação devido à ausência de uma testemunha de defesa. Já foram ouvidas 14 testemunhas de acusação e 9 de defesa

Audiência de instrução do caso TamarineiraAudiência de instrução do caso Tamarineira - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

A audiência de instrução de João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, acusado de dirigir sob efeito de álcool e provocar um grave acidente no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, em novembro de 2017, foi adiada para o dia 21 de maio. A juíza Fernanda Moura de Carvalho decidiu pela remarcação devido à ausência de uma testemunha de defesa, que viajou para São Paulo.

Na primeira parte da audiência, que durou cerca de seis horas e aconteceu no Fórum Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, área central da capital pernambucana, foram ouvidas 14 testemunhas de acusação e nove de defesa. A continuação ouvirá apenas a testemunha que falta e o interrogatório do acusado, caso o réu não opte pelo silêncio.

O promotor do caso, André Rabelo, também estará presente. "A perícia encarregada do caso prova que houve um excesso de velocidade estúpido e que o acusado estava completamente embriagado. Existe também a prova de que o sinal estava fechado, de acordo com testemunhas. Então a gente espera que seja feita a justiça", conta Rabelo.

O advogado Miguel Arruda da Mota Silveira Filho, que dirigia o carro atingido e perdeu a esposa e o filho na tragédia, preferiu não falar com a imprensa. Josefa Da Conceição, mãe de Roseane Maria Brito de Souza, que trabalhava como babá dos filhos de Miguel, também foi ao Fórum e pediu justiça. "A filha (de Roseane) pergunta o tempo todo da mãe, se ela vai voltar. É muito triste. A gente quer que ele (acusado) pague pelo que fez", diz.

O acidente
Ocorrida em 26 de novembro de 2017, a colisão provocou a morte da funcionária pública Maria Emília Guimarães, de 39 anos; do filho dela, Miguel Neto, de 3 anos; e da funcionária Roseane Maria de Brito Souza, de 23 anos, que estava grávida. O marido de Maria Emília, o advogado Miguel Arruda da Motta Silveira Filho, de 45 anos, e a filha deles Marcela, de 5 anos, ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram. A menina ficou dois meses internada e com sequelas devido ao grande trauma.

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