Catar acusa Israel de atrasar aplicação do plano de paz para Gaza
Ministros de extrema direita exigiram uma votação do governo para anular o acordo, afirmando que ele não refletiu o que havia sido planejado inicialmente
O Catar, país mediador do conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, acusou o governo israelense de atrasar a aplicação do plano de paz para a Faixa de Gaza.
“A intensificação dos bombardeios israelenses nos últimos dias” sobre Gaza “não passa de uma tentativa de descarrilar a aplicação do plano e de bloquear as soluções importadoras para o conflito”, declarou aos jornalistas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari.
O Conselho de Paz de Donald Trump, encarregado de implementar a segunda fase do plano de paz em Gaza, garantiu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o Exército de Israel não se retiraria do território palestino até o desarmamento “total” do Hamas.
Israel expressou na segunda-feira sua preocupação com um acordo anunciado pelo presidente americano, aceito pelo grupo islâmico e divulgado na sexta-feira (31), relativo à segunda etapa de seu plano.
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O texto vincula o desarmamento do movimento islâmico palestino a uma retirada progressiva das tropas israelenses de Gaza.
O Conselho de Paz afirmou no X que "a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) além da linha amarela não ocorrerá até que o desarmamento esteja completo, como o Hamas se comprometeu com os mediadores", em referência à linha de demarcação entre a área ocupada pelos israelenses, que abrange mais de 60% de Gaza, e o restante do território.
As part of the process of decommissioning weapons in Gaza and enabling the transition to civilian governance, and creating a safer future in the region for both Israelis and Palestinians in Gaza, a meeting was held earlier today (Monday) between High Representative Nickolay…
— Board of Peace (@BoardOfPeace) August 3, 2026
Numa primeira versão, posteriormente corrigida, mencionava-se uma "retirada total" do IDE.
Os ministros de extrema direita exigiram uma votação do governo para anular o acordo, afirmando que ele não refletiu o que havia sido planejado inicialmente.

