Sex, 14 de Agosto

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Guerra no Oriente Médio

Catar acusa Israel de atrasar aplicação do plano de paz para Gaza

Ministros de extrema direita exigiram uma votação do governo para anular o acordo, afirmando que ele não refletiu o que havia sido planejado inicialmente

Israel transmitiu suas preocupações aos Estados Unidos sobre um plano para Gaza promovido pelo presidente americano, Donald Trump, depois que o Hamas anunciou que aceitou o desarmamento, informou nesta segunda-feira (3) o gabinete do primeiro-ministro BenIsrael transmitiu suas preocupações aos Estados Unidos sobre um plano para Gaza promovido pelo presidente americano, Donald Trump, depois que o Hamas anunciou que aceitou o desarmamento, informou nesta segunda-feira (3) o gabinete do primeiro-ministro Ben - Foto: Eyed Baba/AFP

O Catar, país mediador do conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, acusou o governo israelense de atrasar a aplicação do plano de paz para a Faixa de Gaza.

“A intensificação dos bombardeios israelenses nos últimos dias” sobre Gaza “não passa de uma tentativa de descarrilar a aplicação do plano e de bloquear as soluções importadoras para o conflito”, declarou aos jornalistas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari.

O Conselho de Paz de Donald Trump, encarregado de implementar a segunda fase do plano de paz em Gaza, garantiu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o Exército de Israel não se retiraria do território palestino até o desarmamento “total” do Hamas.

Israel expressou na segunda-feira sua preocupação com um acordo anunciado pelo presidente americano, aceito pelo grupo islâmico e divulgado na sexta-feira (31), relativo à segunda etapa de seu plano.

O texto vincula o desarmamento do movimento islâmico palestino a uma retirada progressiva das tropas israelenses de Gaza.

O Conselho de Paz afirmou no X que "a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) além da linha amarela não ocorrerá até que o desarmamento esteja completo, como o Hamas se comprometeu com os mediadores", em referência à linha de demarcação entre a área ocupada pelos israelenses, que abrange mais de 60% de Gaza, e o restante do território.

 

Numa primeira versão, posteriormente corrigida, mencionava-se uma "retirada total" do IDE.

Os ministros de extrema direita exigiram uma votação do governo para anular o acordo, afirmando que ele não refletiu o que havia sido planejado inicialmente.

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