Causas do deslizamento de barreira em Dois Unidos começam a ser estudadas

A informação foi divulgada pela secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco, Fernandha Batista, após reunião na sede da Compesa

Reunião na sede da CompesaReunião na sede da Compesa - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

Começaram a ser realizados nesta quinta-feira (26) os estudos topográficos no local onde deslizou uma barreira que atingiu duas casas no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. A informação foi divulgada pela secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco, Fernandha Batista, após reunião na sede da Compesa.

Participaram do encontro representantes da Companhia, Casa Militar, Corpo de Bombeiros, Universidade Federal de Pernambuco e empresa de engenharia especializada para tratar do plano de ação para apuração das causas do acidente que provocou a morte de sete pessoas e deixou três feridas.

Na reunião foram definidos os próximos passos da perícia. Ainda segundo a secretária, na região também está sendo realizado trabalho de aerofotogrametria, além de ensaios e análises técnicas que vão embasar o que pode ter ocasionado o deslizamento na última terça-feira. "Esse momento inicial estamos dando continuidade às ações que vão trazer informações importantes para essa questão da apuração. Não é um momento que temos resultados conclusivos", disse Fernandha Batista. Ela informou que 190 profissionais vêm atuando nessa ocorrência desde o momento do ocorrido.

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De acordo com a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos, já foi feito todo um trabalho inicial de apoio às vítimas e aos parentes. "Trabalhamos em um planejamento para desenvolver essas ações de engenharia, geotecnia, ou seja, de condições de comportamento de solo", disse.

Fernandha Batista informou que também está sendo analisada a antropização do local, ou seja a transformação provocada pelo ser humano. "É um trabalho multidisciplinar, por isso que a gente tem inclusive a presença das universidades que trazem todo um reforço e respaldo técnico em relação aos ensaios que estão sendo desenvolvidos", acrescentou. Estão envolvidas nesses estudos pesquisadores da UFPE, UPE e USP.

Paralelo a estes trabalhos, a Polícia Civil investiga se houve negligência no caso, pois a tragédia ocorreu em um período não chuvoso. Segundo a delegada Lídia Barci, que investiga o caso, algumas pessoas já começaram a ser intimiadas e nesta sexta-feira (27) começam prestar depoimento na Delegacia do Alto do Páscoal, também na Zona Norte da Capital.

"Ainda é muito cedo para se falar em homicídio culposo. Mas se tiver algum crime é o homicídio culposo causado pela negligência", disse Lídia Barci. Ela informou que também solicitou perícias ao Instituto de Criminalística (IC) e Defesa Civil.

Vítimas
A última sobrevivente do deslizamento em Dois Unidos, Cristina Gomes da Silva, de 43 anos, recebeu alta na noite da quarta-feira (25). Ela passou dois dias internada no Hospital da Restauração, no Derby. Além dela, também se feriram no deslizamento o marido, Luiz Tadeu Costa, de 56 anos, e o vizinho do casal, Otoniel Simião da Silva, de 57 anos. Ambos foram socorridos para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, e tiveram alta no mesmo dia do desastre.

No deslizamento morreram Emanuel Henrique de França, de 25 anos, a esposa dele, Érica Virgínia, 19, e o filho do casal, Érick Junior, de 2 meses. As outras vítimas fatais foram Lucimar Alves, 50, a neta dela, Daffyne Kauane Alves, 9, além de Claudia Bezerra, 47, e Lia de Oliveira, 45, que eram companheiras.

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