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Justiça

Chacina de Poção: julgamento será retomado nesta quinta-feira (5), às 9h

Os réus Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva respondem por homicídio qualificado

Fórum Thomáz de Aquino, na área central do RecifeFórum Thomáz de Aquino, na área central do Recife - Foto: Leandro de Santana/Folha de Pernambuco

O julgamento dos réus Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva, acusados de matarem quatro pessoas no crime que ficou conhecido como “Chacina de Poção”, ocorrida em 2015, será retomado nesta quinta-feira (5), a partir das 9h, na 4ª Vara do Tribunal do Júri do Recife, no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife. A sessão é presidida pela juíza Maria Segunda Gomes.



No primeiro dia do julgamento, realizado nesta quarta-feira (4), foi formado o Conselho de Sentença, composto por seis mulheres e um homem. Depois houve a leitura da denúncia. Primeiro foi ouvido o delegado do caso, Erik Lessa. Em seguida, foram ouvidas quatro testemunhas arroladas pela defesa. O júri de Leandro José da Silva, que estava marcado também para o mesmo dia, foi adiado a pedido da defesa. 

No segundo dia haverá o interrogatório dos réus. Logo depois, será realizada a fase de debates com a apresentação da argumentação do Ministério Público e da defesa sobre o caso. Em seguida, haverá a réplica e a tréplica dos representantes dos referidos órgãos.

Por fim, o Conselho de Sentença se reúne para deliberar sobre os acusados, sendo o júri encerrado com a juíza realizando a dosimetria da pena dos réus e lendo a sentença em Plenário.

Entenda

No dia 6 de fevereiro de 2015, na cidade de Poção, o carro do conselho tutelar foi interceptado em uma emboscada que resultou na execução dos conselheiros tutelares Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, José Daniel Farias Monteiro e Carmem Lúcia da Silva. No veículo também estavam Ana Rita Venâncio, outra vítima fatal, e uma criança de três anos, neta de Ana, que sobreviveu. 

De acordo com os autos do processo, as investigações policiais apontaram que o crime havia sido encomendado pela avó paterna da menina, Bernadete de Britto Siqueira, a partir da contratação de grupo de extermínio para eliminar a família materna e garantir a guarda da neta. Ao todo, a denúncia apontou oito pessoas como responsáveis pela chacina.

Em fevereiro de 2024, um dos acusados da execução do crime, Wellington Silvestre dos Santos, foi sentenciado a 74 anos e 8 meses de reclusão por “homicídios qualificados cometidos mediante paga ou promessa de recompensa; à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime”.

Em dezembro do ano passado, após sessão do júri realizada na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino, foi a vez dos réus Egon Augusto Nunes de Oliveira, Orivaldo Godê de Oliveira e Ednaldo Afonso da Silva também serem julgados. 

Egon e Orivaldo foram condenados a 101 anos e 4 meses de reclusão, cada um, também pela prática de homicídios qualificados. Já Ednaldo foi punido com 12 anos e seis meses de reclusão pela prática de homicídio simples contra um dos conselheiros tutelares. Os jurados votaram por sua absolvição em relação aos demais crimes.

 

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