Chega ao fim a aliança de Sílvio Costa com o PTB

Sílvio Costa dizia até pouco tempo atrás que o partido dele se chamava PAM

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

O deputado Sílvio Costa não compareceu à solenidade de lançamento da candidatura do senador Armando Monteiro Neto ao governo estadual. Viajou propositadamente para o Sertão do Pajeú, a fim de não participar do evento. Ele foi até pouco tempo um dos políticos mais próximos ao senador a ponto de ter dito em certa ocasião que o partido dele chamava-se PAM (Partido de Armando Monteiro). Mas de uns tempos para cá foram se distanciando. Não houve rompimento formal entre os dois, mas apenas distanciamento por questões estritamente políticas. Sílvio autolançou-se em 2017 para disputar um cargo majoritário nas próximas eleições, como “senador de Lula”, embora deixando claro que não é “petista”, e sim “lulista”, sem combinar com o senador, que não tinha interesse em tê-lo em sua chapa, supostamente pelo seu “lulismo exacerbado” e também porque iria precisar da vagas de vice e das duas do Senado para agregar políticos que fortaleçam o palanque das oposições. Sílvio já era “armandista” e por isso nada agregaria ao projeto eleitoral do senador. Excluído, portanto, da chapa majoritária das oposições, partiu para fazer campanha em faixa própria, empunhando a bandeira do “lulismo”, que ainda é forte em Pernambuco dado que em alguns municípios do interior o ex-presidente chegar a ter 70% de intenções de voto.

Sem medo do “eu sozinho”
Sílvio Costa percorreu na semana passada 19 municípios do Agreste Meridional e em todos eles recebeu promessa de apoio do prefeito ou da oposição. Ele diz que não se preocupa por estar fazendo campanha desvinculado de candidato a governador porque há seis precedentes no Brasil de senadores que se elegeram sozinhos. Um deles teria sido Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Dobradinha > A esperança de Sílvio Costa para sair do isolamento é a candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo estadual, algo que ainda não foi definido pelo partido dela. Se a vereadora entrar na disputa, imediatamente ele cairá em campo para pedir votos para ela.

Pressão > O PSB pernambucano continua pressionando Carlos Siqueira, presidente nacional do partido, para fechar logo aliança com o PT. Isso implicaria declarar apoio a Lula, algo que Siqueira se recusa a fazer por não acreditar na candidatura do ex-presidente. Acha que o candidato do PT será Fernando Haddad.

Três vertentes > Marília assusta o PSB pernambucano por três motivos: é neta de Arraes, prima de Eduardo Campos e aliada de Lula, embora, como gosta de dizer, não misture política com família. Poderia, portanto, ser vista como herdeira do “arraesismo”, do “eduardismo” e do “lulismo”.

Caixa folgado > O governador Camilo Santana (CE) anunciou ontem que no próximo dia 6/7 estará pagando a primeira parcela do 13% salário do funcionalismo público estadual. Significa, em tese, que as contas públicas do Ceará estão mais equilibradas que as de Pernambuco.

É de todos > Olinda, que tem o 3º maior eleitorado de Pernambuco, não tem a mesma tradição de Caruaru e Petrolina, por exemplo, que costumam votar em “candidatos da terra” para deputado estadual e federal. Se tivesse, botaria pelo menos três representantes na Assembleia Legislativa: Cláudia Cordeiro (SD), Teresa Leitão (PT) e Izabel Urquiza (PSC).

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