Coronavírus

China vai manter estratégia de 'covid zero' para frear contágios

Diante desse aumento dos contágios, as autoridades decretaram confinamentos em, ao menos, 17 cidades

Uma grande tela de vídeo mostra o presidente chinês Xi Jinping na sessão de encerramento da Assembleia Popular Nacional em Pequim em 11 de março de 2022Uma grande tela de vídeo mostra o presidente chinês Xi Jinping na sessão de encerramento da Assembleia Popular Nacional em Pequim em 11 de março de 2022 - Foto: Noel Celis / AFP

O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou, nesta quinta-feira (17), prosseguir com a política governamental de "covid zero" contra a pandemia em um momento no qual o país enfrenta o seu pior surto epidêmico desde a primeira onda em 2020. 

"Devemos continuar pondo as pessoas e a vida em primeiro lugar, sempre, seguindo as indicações científicas (...) e frear a propagação da epidemia o mais rápido possível", declarou Xi, segundo a televisão estatal CCTV. 

A China, onde o vírus foi detectado pela primeira vez no fim de 2019 - em Wuhan (centro) - atacou rapidamente a propagação da epidemia adotando medidas de confinamento bastante restritas, que, em alguns casos, envolviam cidades inteiras e a realização de testes em massa. 

Essa estratégia "covid zero", que busca limitar ao máximo a aparição de novos casos, permitiu a China limitar os mortos a menos de 5 mil desde o início da pandemia

Há vários dias, porém, o país lida com seu pior surto epidêmico desde a primeira onda de contágios, em 2020, com dezenas de milhares de pessoas confinadas em todo o país. 

O Ministério da Saúde informou, nesta quinta, se foram reportados 2.432 novos casos de Covid-19, espalhados, praticamente, por todas as províncias. Os números são muito baixos em comparação com os comunicados por outros países, porém muito altos para a China.

Medidas restritas

Diante desse aumento dos contágios, as autoridades decretaram confinamentos em, ao menos, 17 cidades, sobretudo na província de Jilin (nordeste), onde foram detectados grande parte dos casos e na cidade de Shenzhen (sul), onde vivem 17,5 milhões de habitantes. 

Em Xangai, a maior cidade chinesa, foram registrados apenas 165 novos casos, mas as autoridades já confinara, vários bairros. 

Assim, o famoso cais Bund, localizado às margens do rio Huangpu em frente aos icônicos arranha-céus da metrópole, estava quase deserto.

Em Hong Kong (sul), os hospitais estão lotados de pacientes e a população local está esvaziando os supermercados, em pânico, diante do temor de que se decrete um novo confinamento. 

Os restritos confinamentos pesam sobre a vida cotidiana e sobre a economia do país. 

Nas últimas semanas, especialistas chineses puseram em dúvida a viabilidade da estratégia governamental contra a pandemia. 

Houve casos de pessoas bloqueadas em seu trabalho ou em restaurantes, à espera de poder realizar um teste de Covid-19. Em alguns lugares, tem que se esperar 48 horas para ter o resultado. 

No início do mês, Zeng Guang, um cientista de alto nível recomendou que a China comece a viver com o vírus e abandone "em um futuro próximo" sua estratégia de "zero covid"

Segundo o especialista, muito poucos chineses foram contagiados e suas imunidades coletivas provêm quase totalmente das vacinas de fabricação nacional.  

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