Previsão da Apac

Chuvas em julho na RMR e Mata de Pernambuco podem ficar novamente acima da média histórica

No sétimo mês do ano, segue a tendência de quadra chuvosa mais rigorosa

Dia de chuvas no RecifeDia de chuvas no Recife - Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Dando sequência a uma quadra chuvosa mais rigorosa, o mês de julho poderá ser mais um com precipitações acima das médias históricas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e na Zona da Mata de Pernambuco. A tendência é de informe climático da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e se estende para os meses de agosto e setembro.

A quadra chuvosa é a época do ano com maiores índices de chuvas nas duas macrorregiões. O período começa em abril e dura quatro meses, com fim no mês de julho. Em junho, as chuvas ficaram acima da média histórica na região.

De acordo com a Apac, os índices poderão ficar, em julho, entre o normal e acima da normal climatológica tanto na RMR quanto na Zona da Mata. Para o Agreste, a precipitação acumulada deve ficar dentro da média. No Sertão, não é mais período chuvoso. 

"Junho e julho são os dois meses mais chuvosos do nosso período de chuvas. Ainda há condições de chover significativamente nessa perspectiva de normal a acima do normal para a região", detalha o meteorologista da Apac Romilson Ferreira.

A agência meteorológica continua citando a anomalia positiva da temperatura da superfície do oceano no Atlântico Sul, na costa leste do Nordeste, e a continuidade do fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial como fatores intensificadores dos eventos mais intensos de chuvas em Pernambuco, especialmente no Litoral. 

Como recomendação por causa das ocorrências de chuva com grande variabilidade temporal e espacial, a Apac recomenda o acompanhamento diário das previsões do tempo.

A climatologia indica médias de 314 mm em julho para RMR; 200,9 mm na Zona da Mata; 107,9 mm no Agreste; e apenas 28,8 mm no Sertão. Em agosto, as médias ficam em 176,9 mm; 112,4 mm; 58,5 mm; e 11,6 mm, respectivamente. Já em setembro, são de 102,1 mm; 59,8 mm; 33,4 mm; e 8,5 mm. 

Romilson destaca, ainda, que o La Niña caminha para a neutralidade e a tendência é de que o Atlântico Sul comece a esfriar, por causa do inverno. "Quando a gente fala de temperatura do oceano é porque facilita a ocorrência de chuvas no acima da média. Estamos no inverno e a tendência agora é de a temperatura do oceano ir para dentro do normal", completa. O meteorologista fala, ainda, que, em agosto e setembro, segundo a normal climatológica, as chuvas devem reduzir significativamente

"Mesmo que a gente esteja com uma configuração de chuva normal ou acima da média, a tendência é que, no trimestre, haja uma redução dos acumulados de chuva", acrescenta Romilson Ferreira. 

Em relação à distribuição das chuvas ao longo do mês, o meteorologista explica que eventos meteorológicos costumam ser cíclicos. Ou seja, é esperado que, em alguns dias, a precipitação seja maior e outros dias sejam consecutivos sem chuva. 

"É uma recorrência na meteorologia em geral, só não é verdade em lugares que tenham chuvas de brisa, como Campina Grande (PB)", pontua Romilson, que completa: "É isto que acontece: mais concentrado em alguns dias e reduzindo a chuva em outros dias". 

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) corrobora com o apontado pela Apac: deve continuar chovendo acima da média no Estado. Já em relação à temperatura, o instituto prevê o predomínio de marcas próximas e acima da média em grande parte da região Nordeste, incluindo Pernambuco.
 

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