Chuvas: Raquel Lyra se reúne com Defesa Civil, Bombeiros e outros órgãos para monitorar ações
No encontro, que também teve a presença da vice-governadora Priscila Krause, estiveram reunidos os representantes da Defesa Civil local e nacional, além de outros órgãos que atuam em socorro às vítimas
A governadora Raquel Lyra comandou, neste sábado (2), mais uma reunião de monitoramento das chuvas, na sala de gerenciamento de crises do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods).
No encontro, que também teve a presença da vice-governadora Priscila Krause, estiveram reunidos os representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos de segurança, a gestora fez o acompanhamento dos números e das ações integradas do Governo de Pernambuco para minimizar os impactos das chuvas no estado.
“Temos aqui uma equipe que está de prontidão trabalhando desde anteontem à noite, quando as chuvas começaram. Tivemos um dia crítico ontem e as chuvas aconteceram de maneira muito forte com alguns deslocamentos na Região Metropolitana e na Zona da Mata Norte. Houve resgate pelo Corpo de Bombeiros de 225 pessoas e infelizmente, em dois soterramentos, perdemos cinco pessoas, três delas no Recife e duas em Almada”, detalhou a governadora.
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Segundo Raquel Lyra, as equipes do governo estão atuando diretamente nos municípios atingidos. “Trabalhamos de maneira intensiva para poder garantir a salvaguarda da população que em um momento como esse, é o mais mais importante de tudo. Com todas as equipes de Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros presentes, o apoio aos municípios para garantir o restabelecimento da normalidade”, disse.
Alertas
Raquel Lyra destacou o trabalho preventivo que está sendo feito, a exemplo da emissão de alertas pelo celular, que podem ajudar a evacuar áreas de perigo. “Desde o primeiro momento nos antecipamos na retirada da população ribeirinha com os alertas acontecendo pela primeira vez através de um sistema integrado de alertas pelo celular, para que a população pudesse sair das áreas de maior risco, nos rios que cresceram a sua cota nas chuvas, e nas áreas de maior atenção, que são morros e áreas ribeirinhas”, relatou Raquel.
“Infelizmente, conseguimos retirar a população e temos alguns milhares de desabrigados e desalojados, mas todo apoio de Defesa Civil está sendo feito, de Assistência Social. Agora, o relatório começa com o inventário de danos, ao mesmo tempo em que a gente acompanha as chuvas acontecendo”, frisou a gestora.
“Estamos aqui já com a presença da Secretaria Nacional de Defesa Civil se colocando à disposição para que haja mais insumos para fortalecer aquilo que a gente já vem entregando de compras de comida e de colchão, mantimentos, mas também para que nos ajudem no relatório de para que tenhamos o reconhecimento da situação de emergência e o Governo Federal também possa, no futuro, nos apoiar com recursos financeiros para colocarmos mais dinheiro em obras de encostas, dragagem, drenagem e habitação em Pernambuco”, detalhou Raquel Lyra.
Ações
"Foram mais de 500 resgates feitos pelo corpo de bombeiros e a gente vai também com ajuda humanitária chegando com insumos, equipamentos, abrindo escolas, apoiando os municípios, cozinha só solidária, para a gente poder chegar aqui e hoje a gente já começar a buscar restabelecer a normalidade da vida dessas pessoas.
Ainda está chovendo, a gente continua em nível de atenção com nossa equipe de prontidão, mas a gente vê que as coisas vão serenando um pouco, já tem a firme presença do Governo do Estado em apoio às prefeituras e às comunidades que foram diretamente afetadas. Precisamos de muito mais investimento. Ainda muita gente que vive em área de risco, há muitas palafitas, se olhar aqui para o Recife, para o Rio Beberibe, olha para a cidade de Olinda, isso precisa ser parte de um cartão postal de uma história ruim que aconteceu em Pernambuco", apontou.
Investimentos
"Desde o primeiro momento do nosso governo, a gente colocou aqui a Defesa Civil estruturada, trocamos, criamos uma secretaria executiva, colocamos ela dentro da Defesa Social. É importante dizer que no passado a Defesa Civil de Pernambuco foi alvo de diversas operações da Polícia Federal. Em épocas de reconstrução, em vez de estar utilizando dinheiro para salvaguarda a população, nas cheias de 2012, 2013, o que era feito não foi tão bom assim", criticou a governadora.
"Estamos trabalhando, já entregamos 25.000 casas aqui em Pernambuco. Trabalhando regularização fundiária, construção das barragens prometidas na zona da Mata Sul, eram cinco. A gente já entregou uma delas, uma foi entregue em 2018 e estamos em construção com mais duas, pedindo o Governo Federal que nos autorize a começar a obra da terceira. Estamos trabalhando em obras que vão começar agora, o Tribunal de Contas deve agora liberar a dragagem do Rio Beberibe e a gente trabalhando para que não só na época do socorro, com o concurso que a gente fez dos Bombeiros, com o equipamento que a gente deu", disse.
"Se você imaginar que quando houve cheias, a última cheia que houve, tinha quatro botes. Hoje a gente tem 26 que estão atuando com jetski. Além da contratação de Corpo de Bombeiro, Defesa Civil, para gente poder ter a condição de apoiar a população da melhor forma possível", descreveu."Já são já são 444 milhões investidos em obras do estado em encostas, parte dele do PAC do Governo Federal, parte do recurso de operação de crédito obtido pelo Estado de Pernambuco. Inclusive, onde morreram 43 pessoas em 2022, no Jardim Monte Verde, é a maior obra de encosta do Brasil. Nós vamos entregar ela agora em maio. São mais de 60 milhões de reais de investimento do Governo de Pernambuco. Eu estive sobrevoando a obra ontem, graças a Deus, ali a população já não sofreu mais. Então, é um trabalho que não para e ele carece de muito mais dinheiro e projetos", detalhou Raquel.
"Agora não se faz tudo em três anos. A gente precisa de muito mais investimento pela frente e o governo do estado está trabalhando nesse sentido", ponderou a gestora.

