Cidadania outorgada a quem dela se fez merecedor

Procurador geral do Ministério Público de Contas é carioca de nascimento

Cristiano Pimentel, procurador do Ministério Público de Contas (MPCO)Cristiano Pimentel, procurador do Ministério Público de Contas (MPCO) - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A Assembleia Legislativa outorgou na noite de quarta-feira (25) a “cidadania pernambucana” ao procurador geral do Ministério Público de Contas, Cristiano da Paixão Pimentel, que atua no TCE há 11 anos após aprovação em concurso público. A Casa tem como patrono Joaquim Nabuco, que foi um dos mais notáveis pernambucanos do século XIX. Isto certamente será observado pelo procurador, que é carioca de nascimento mas aqui “pernambucanizou-se” desde que escolheu o Recife para trabalhar.

Poderia ter ficado no Rio ou em outra capital do Sudeste, dado que fora aprovado em vários concursos, sempre nos primeiros lugares. Mas optou por Pernambuco para viver e exercer o seu ofício - sempre com dedicação, competência e brilho, em defesa da ética na política e do interesse público. Este novo cidadão pernambucano não é um procurador qualquer. É dono de uma invejável bagagem jurídica para uma pessoa de sua idade (36 anos), além de responsável e prestativo com todos os que o procuram no TCE em busca de uma orientação. Além disso, está sempre à disposição dos órgãos de imprensa para prestar informações sobre os seus muito bem fundamentados pareceres e isto também o credenciou para receber esta honraria.

É possível que a “Casa de Nabuco” - formada por 49 deputados de várias tendências e origens políticas - não tenha acertado em algumas escolhas para a outorga deste título honorífico. Mas em relação a Cristiano Pimentel ela foi justa e merecida. Pernambuco, a partir de agora, não vai precisar cobrar-lhe fidelidade ao título outorgado porque ele já honrava as tradições libertárias do seu povo muito antes de recebê-lo, por iniciativa do deputado Rodrigo Novaes, com apoio unânime dos membros da Casa.

Sem saber para onde ir
Os cinco deputados federais que se desligaram ontem do PSB deverão tomar rumos diferentes. Apenas o pernambucano Fernando Filho, ministro de Minas e Energia, já sabe para onde irá: o PMDB. Onde já está seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho. Danilo Forte (CE) é o que terá mais dificuldades para reacomodar-se porque já passou por seis diferentes partidos.

Tradição > Apesar do desejo do novo líder do PSB na Câmara Federal, Júlio Delgado (MG), de reclamar na justiça os mandatos dos cinco parlamentares que deixaram o partido, Danilo Cabral (PE) é contra. Alega não ser da tradição do partido “tomar o mandato de ninguém”.

Congresso > A União dos Vereadores de Pernambuco fará um novo congresso em Petrolina no próximo final de semana e um dos palestrantes será o ministro Fernando Filho, que tem na cidade a sua principal base eleitoral.

Parceria >
Márcio Stefanni, secretário estadual do Planejamento e coordenador do “Pacto pela vida”, reagiu fortemente contra a decisão da Polícia Rodoviária Federal de desativar o posto do Trevo do Ibó, nas proximidades de Cabrobó, onde são frequentes os assaltos a caminhões. Ele disse que para enfrentar a questão da violência é “fundamental” a colaboração de todos.

Traição - O ex-prefeito de Olinda, José Arnaldo (PMDB), chama de “hilária” a defesa de Aécio Neves feita pelo ex-prefeito de Jaboatão, Elias Gomes (PSDB), dizendo que o senador “traiu” os cerca de 50 milhões de eleitores que votaram nele em 2014 para presidente da República.

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