Cirurgia de Débora Stefany é considerada um 'sucesso'

Jovem teve o couro cabeludo arrancado quando pilotava um kart no último dia 11 em uma pista em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife

Débora Estephany Débora Estephany  - Foto: Cortesia

Quase duas semanas após ter o couro cabeludo arrancado em um acidente em uma pista de kart, a auxiliar de ensino infantil Débora Stefany Dantas de Oliveira, de 19 anos, passou, neste sábado, por cirurgia para reconstrução da área. E após 10 horas, a boa notícia: a cirurgia foi um sucesso. A jovem foi encaminhada para a CTI, conforme protocolo da instituição para este porte de cirurgia, onde deve permanecer por 48 horas

Desde domingo ela está internada no Hospital Especializado de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, referência em microcirurgia no País. A expectativa era que o procedimento neste sábado tivesse a duração de sete horas. O transplante do couro cabeludo foi acompanhado pelo cirurgião plástico americano Marco Maricevich, que atua em Houston, nos Estados Unidos.

Entenda o caso
Débora Stefany Dantas Oliveira corria de kart com o namorado em uma pista no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, no último dia 11, quando o cabelo soltou da touca e ficou preso no motor. A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca. A jovem foi socorrida pelo namorado e levada ao Hospital da Restauração, região central da capital pernambucana, onde foi feito o reimplante do couro cabeludo.

Os médicos conseguiram recuperar e reimplantar 80% da área atingida. Contudo a equipe médica do Recife apontou o risco de o procedimento não funcionar devido ao aparecimento de obstruções nas veias e artérias da área operada. No domingo (18) seguinte ao acidente, Débora foi transferida para o Hospital Especializado, na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo.

Procurado, o grupo Big Bompreço, antigo Walmart Brasil, custeia toda a recuperação de Débora em São Paulo, inclusive a vinda do médico Marco Maricevich dos Estados Unidos e os dois acompanhantes da jovem. Segundo a assessoria de imprensa da rede de supermercados, tudo que for decidido pela família da jovem e pela a equipe médica será arcado pelo grupo.

Investigação

A pista onde Débora sofreu o acidente funcionava sem alvará e era administrada pela empresa Adrenalina Kart. O local foi interditado na segunda-feira (12), um dia após o acidente, em fiscalização feita pelo Procon-PE e Corpo de Bombeiros. O representante da Adrenalina Kart, o empresário Vanderlei Dreyer, pai do proprietário Fábio Dreyer, classificou o caso como uma "fatalidade".

A família registrou o caso em Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil de Pernambuco abriu inquérito para investigar o acidente. Segundo o delegado Alfredo Jorge, responsável pelo caso, oito pessoas foram ouvidas até agora, mas a conclusão do inquérito deve demorar, pois depende dos resultados das perícias e do depoimento de Débora. 

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