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Cirurgia plástica também atua na recuperação da autoestima

A cirurgia plástica tem cada vez mais mais adeptos que buscam realçar partes do corpo como meta de satisfação pessoal

Cirurgião plástico, Guilherme Torreão esclereceu sobre os medos que circundam a práticaCirurgião plástico, Guilherme Torreão esclereceu sobre os medos que circundam a prática - Foto: Leo Malafaia / Folha de Pernambuco

Fazer uma intervenção cirúrgica geralmente é a última alternativa de alguém que planeja conquistar o equilíbrio e a autossatisfação. Para além da pressão social que tenta impor uma padronização física do ser, retoques em determinadas partes do corpo são cada vez mais procurados por quem busca satisfação pessoal. Segundo especialistas, a cirurgia plástica também atua como um instrumento de recuperação da autoestima.

Adaptar e alterar o corpo são coisas presentes em todas as culturas e tempos históricos para o ser humano. “Alguns escritos egípcios registram alterações feitas em algumas pessoas, injetando coisas no rosto e alterando o corpo”, contou a psicóloga Ana Paula Sampaio.

Para ela, o importante é assegurar que qualquer procedimento realizado no corpo precisa buscar um equilíbrio saudável. “Se determinada coisa incomoda, por um motivo específico, e a pessoa sabe que é possível melhorar, resolver cirurgicamente e seguir a vida é diferente de não gostar de si e não querer ser a pessoa que é”, explicou. De acordo com Ana Paula, mensurar sobre a quantidade e tipos de cirurgia que o paciente deseja fazer é essencial quando a pretensão é a cirurgia plástica.


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Marianne Valença, 30 anos, fez abdominoplastia com o médico Guilherme Torreão, especialista do Hospital Jayme da Fonte, por uma necessidade que surgiu após o parto. Para ela, a cirurgia já era avaliada desde a gravidez. “Eu tive um caso de diabetes gestacional que fez com que minha barriga ficasse absurdamente grande e acabou causando a questão da diástase, hérnia umbilical e muita estria”, explicou.

Marianne, por conta da diástase, sofria com muitas dores na coluna e desconforto abdominal em suas atividades diárias. Seis anos após a gravidez, ela procurou a cirurgia para voltar a se sentir confortável com seu corpo. “Agora tudo mudou, a gente passa a se enxergar de novo e prestar atenção em coisas ao redor também. Coisas que estavam estagnadas agora eu estou conseguindo resolver, tocar a vida mesmo”, relatou com alegria.

Também paciente do especialista, Fernanda Cortez, 35, fez abdominoplastia após uma cirurgia bariátrica. Com a perda de 50 quilos, ela ficou com excesso de pele que a incomodou por oito anos, até a decisão pela cirurgia. “Eu não estava me sentindo bem comigo mesma, algumas coisas eu via no espelho e não gostava. Isso me atrapalhava no meu casamento, na minha vida social, com a autoestima baixa”, contou.

Torreão explicou que na atualidade é comum a realização de cirurgias plásticas após a operação bariátrica. “Desde a década de 90, a obesidade já é classificada como uma epidemia mundial. Então, após a cirurgia bariátrica, tem a maior indicação da cirurgia plástica”, explicou.

[PODCAST] Jota Batista conversou no Canal Saúde com o cirurgião plástico do Hospital Jaime da Fonte, Guilherme Torreão


 
Guilherme Torreão é especialista em cirurgia plástica e percebe a melhora na autoestima e qualidade de vida de seus pacientes, após a cirurgia. “A gente tenta não dividir os procedimentos entre o que é estético e o que é reparador porque o benefício é igual para todo mundo”, explicou. Com experiência na área desde 2003, o especialista vivenciou mudanças na vida de muitos pacientes.

“Logo após a cirurgia não fica tão aparente a mudança construída, mas na primeira consulta depois da operação as pessoas já voltam diferentes, com a autoestima elevada”, relatou. Para ele, é muito importante conversar com o paciente antes de qualquer procedimento. “O paciente precisa ser entendido, a gente precisa saber quais são as reais expectativas e o que motivou esse paciente a procurar essa intervenção”, contou. 

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