Cirurgias ortopédicas de quadril com apoio estrangeiro

Durante visita à Folha, a Operation Walk Chicago anunciou 40 procedimentos para pacientes pré-selecionados

Direto Executivo da Folha, Paulo Pugliesi recebeu o empresário Marcos Roberto Dubeux, que  promove a ação a ser realizda no Hospital Dom  Helder  Direto Executivo da Folha, Paulo Pugliesi recebeu o empresário Marcos Roberto Dubeux, que promove a ação a ser realizda no Hospital Dom Helder  - Foto: Paullo Allmeida

 

Pela primeira vez o Brasil recebe a Operation Walk Chicago - organização norte-americana para serviços médicos voluntários - que realizará um mutirão de cirurgias ortopédicas de quadril em pacientes com artrose no Hospital Dom Helder (HDH), no Cabo de Santo Agostinho. A missão aporta no próximo domingo no Estado.

Ao longo de cinco dias, 40 pacientes pré-selecionados com indicação para próteses de quadril serão operados gratuitamente. A cirurgia é a esperança de reabilitação motora e social para esses homens e mulheres que aguardavam há dois ou três anos pelo procedimento.

A vinda do grupo internacional foi articulada pelo empresário Marcos Roberto Dubeux, da Cone S/A, e contou com parceiros como MAP import, Elo Comércio Exterior, Severien Andrade Alencar Advocacia, Ventana Serra Logística, Governo de Pernambuco, Consulado Americano no Recife e instituições do Governo Federal do Brasil.

O funcionamento da missão e as estratégias de benefício a pacientes de baixa renda foram apresentados, ontem, ao Diretor Executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi, durante uma visita. “A iniciativa pode ser replicada em outros estados. Estamos criando o ‘gabarito’ para inspirar outros a fazer o mesmo. Essas são cirurgias muito caras e complexas o que dificulta o acesso à população de baixa renda”, comentou Marcos Roberto Dubeux.

Essa realidade de dificuldade no SUS, não só em Pernambuco, mas de todo País, o ortopedista e diretor médico do HDH, Júlio Arraes, conhece bem. Segundo estimativas dele, baseada em dados da Secretaria Estadual de Saúde, são 1,5 mil pessoas no Estado esperando uma artroplastia de quadril.

Isso acontece muito porque esse tipo de procedimento, considerado eletivo, tem cedido vez às operações de urgência que se avolumaram nos últimos anos. “Para se ter uma ideia, o custo médio de uma prótese dessa é R$ 50 mil”, contou o médico. Ele salientou ainda que todas as próteses enviadas para o Estado foram doadas pela empresa norte-americana Stryker, e que o presidente da instituição virá até o Estado acompanhar parte do mutirão.

Vinte pacientes já estão internados no Dom Helder e os demais serão internados hoje. A meta é que por dia sejam operados nove deles. “Esta cirurgia muda a vida do indivíduo no aspecto social e de saúde. Teremos pessoas de faixa etária entre 18 anos e 70 anos. Muitos poderão voltar a ter uma vida social normal”, comentou Arraes.

Para operacionalizar as cirurgias virão 53 profissionais estrangeiros entre cirurgiões, fisioterapeutas e enfermeiros, que serão apoiados ainda por 20 médicos do HDH, além da equipe local de enfermagem e UTI. O hospital destinou 50 leitos de enfermaria e três salas exclusivas do centro cirúrgico.

No dia 27, para concluir a presença da Operation Walk no Estado, haverá um simpósio acadêmico sobre reposição articular na Secretaria de Saúde, com transmissão simultânea para várias regiões do Estado.

 

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