Cláudio Amaro encara júri popular nesta segunda-feira (10)

Acusado de ser mandante do assassinato do cirurgião Artur Eugênio, Cláudio Amaro enfrentará pelo menos cinco dias de julgamento

Cláudio Amaro responde por homicídio qualificado: motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítimaCláudio Amaro responde por homicídio qualificado: motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima - Foto: Úrsula Freire / arquivo Folha

Os dois acusados que faltam ser julgados pela morte do cirurgião Artur Eugênio de Azevedo vão a júri popular nesta segunda-feira (10), às 8h, na 1ª Vara do Tribunal de Jaboatão dos Guararapes. Cláudio Amaro Gomes, apontado como mandante do crime, e Jailson Duarte César, suspeito de intermediar a contratação dos executores, devem passar por pelo menos cinco dias de audiência. A juíza Inês Maria de Albuquerque Alves presidirá as sessões. Cláudio Amaro Gomes teve prioridade para ser levado ao banco de réus por ser o mais velho entre os acusados, conforme prevê Estatuto do Idoso.

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“O júri é soberano e o que ele decidir a gente tem que acatar. Mas esperamos que seja feita justiça. Não só esperamos, como acreditamos que vai ser feita, porque as provas são claras”, comenta Daniel Lima, advogado da família de Artur Eugênio. “As provas são cabais da participação dos envolvidos. Não há dúvida. Depois de quatro anos, é o que espera a sociedade, os amigos, a família, toda a comunidade, no Brasil inteiro, que se sensibilizou com esse caso.” Cláudio Amaro responde por homicídio qualificado: motivo torpe e recurso que impossibilitou ou tornou impossível a defesa da vítima. Jailson Duarte também responde por homicídio qualificado pelas mesmas motivações, além do crime de dano qualificado.

De acordo com os autos, Cláudio Amaro teria contado com a ajuda do filho Cláudio Amaro Gomes Júnior para executar o plano de homicídio. Cláudio Júnior teria acionado Jailson Duarte César para contratar Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz, para matar Artur Eugênio. Menos de um ano depois do crime, Flávio Braz foi morto em uma troca de tiros com a Polícia Militar, no dia 8 de fevereiro de 2015. Duas testemunhas de acusação foram convocadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

A defesa de Jailson Duarte indicou três testemunhas e a de Cláudio Amaro Gomes solicitou duas testemunhas e quatro informantes. A abertura da sessão acontece às 8h, quando haverá a escolha dos sete jurados entre os 25 convocados. A decisão pela absolvição ou condenação dos réus é tomada por maioria simples e a votação tem caráter sigiloso. O cirurgião Artur Eugênio foi sequestrado na porta de casa e assassinado com quatro tiros.

O corpo dele foi encontrado no dia seguinte na BR-101, no bairro de Comporta, no município de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR). Segundo a denúncia do MPPE, o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre o então médico Cláudio Amaro, 60 anos, e a vítima.

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