CNJ analisa casos de conduta inadequada de magistrados

Desembargadora buscou o filho com preso usando carro oficial e um juiz de Goiás queria que as urnas eleitorais fossem periciadas por militares

Os dois processos estão sob relatoria do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto MartinsOs dois processos estão sob relatoria do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins - Foto: José Cruz / Agência Brasil

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) colocou na pauta desta terça-feira (9) à tarde dois casos polêmicos que geraram reações no país nos últimos meses. Ambos se referem a condutas questionáveis de magistrados: uma desembargadora que buscou o filho com preso usando carro oficial e um juiz de Goiás que queria que as urnas eleitorais fossem periciadas por militares. Os dois processos estão sob relatoria do corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins.

O juiz de Formosa, em Goiás, Eduardo Luiz Rocha Cubas foi denunciado ao CNJ pela Advocacia-Geral da União (AGU). Na reclamação, a AGU pedia providências cautelares contra o juiz do Juizado Especial Federal Cível de Formosa. O magistrado foi afastado das funções por três dias.

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O processo da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), é anterior ao do juiz de Formosa. Ela foi denunciada por usar carro oficial e escolta para buscar o filho Breno Fernando Solon Borges, no presídio de Três Lagoas, e interná-lo em clínica psiquiátrica.

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