Colégio Nossa Senhora do Carmo completa 100 anos com reencontro de ex-alunos e ex-professores

A reunião começa a partir das 17h, com uma exposição de fotos enviadas por egressos e do catálogo da instituição

Colégio preserva arquitetura secularColégio preserva arquitetura secular - Foto: Lidiane Mota/Folha de Pernambuco

Influências do modernismo, uso do design industrial e arquitetura clean. Estas são características comuns ao Art Déco, um movimento artístico internacional da década de 1920, que abraçou a moda, decoração, design e arquitetura. O elevador Lacerda, em Salvador, e o Estádio do Pacaembu, em São Paulo, são os exemplos mais famosos do estilo do País.

No Recife, um dos prédios que mantém esse movimento em sua estrutura é o edifício que abrigava o Colégio Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Soledade, no Centro do Recife. Neste ano, a instituição religiosa completa seu primeiro centenário, que será comemorado, hoje, com a presença de ex-alunos e professores que passaram pelo colégio até 2012.

Considerado um Imóvel Especial de Preservação (IEP) pela Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), o prédio histórico foi restaurado e reaberto para o núcleo de ciências jurídicas pelo Centro Universitário Tiradentes (Unit), há três anos. O espaço foi alugado através das Irmãs Beneditinas, que compraram o imóvel no ano de 1943. Ao longo de décadas, elas usaram o local para fim educacional, fazendo a administração da instituição, além de estabelecer residência de ordem no edifício.

Quando foi inaugurado na Rua de São Borja, em 1919, o intuito do colégio era acolher os alunos que passaram a conviver de forma intensa no bairro da Boa Vista. Como homenagem ao centenário e seus integrantes, a Unit decidiu fazer um reencontro de alunos e professores que atravessaram a história do colégio.

A reunião começa a partir das 17h, com uma exposição de fotos enviadas por egressos e do catálogo da instituição. Após o primeiro momento, uma missa vai ser realizada, às 18h30, na capela da escola. O encerramento das celebrações vai ficar por conta de uma homenagem a dez personalidades, entre ex-professores, ex-diretores e ex-alunos. 

 

Ananery reencontra amigas desde a formatura

Ananery reencontra amigas desde a formatura - Foto: Lidiane Mota/Folha de Pernambuco 

Contudo, reencontros fazem parte da rotina de quem participou da história do colégio. Como é o caso da aposentada, Ananery Barbosa, formada no ensino científico - atual ensino médio -, em 1966. Ela faz reunião com antigas colegas, mensalmente, para relembrar os tempos que passou na instituição. “Foi quase uma vida aqui dentro. Eu gostava de chegar cedo, de jogar voleibol, de jogar espião e de encontrar as colegas - admirando sempre a competência do ensino. Tanto que eu passei em engenharia civil sem fazer cursinho nenhum. Naquela época, só tinha sete engenheiras na minha turma”, relata Ananery.

 

Irmã Consuelo ressalta a importância para a religião e a história

Irmã Consuelo ressalta a importância para a religião e a história - Crédito: Lidiane Mota/Folha de Pernambuco

 

 

Para a Irmã Consuelo, assistente executiva da comunidade religiosa, explica que a capela do colégio tem uma importância histórica para a comunidade acadêmica e eclesial. “Há 100 anos ela foi edificada pelo Instituto Nossa Senhora do Carmo e, em 1943, ela foi comprada pelas Irmãs Beneditinas. Com isso, a capela toma uma missão especial na educação cristã”, conta, enfatizando as expectativas para o evento de reencontro. “Estamos encantadas com a delicadeza do resgate dessa história que é nossa e de quem passou por aqui, cada ex-aluno deixou muita saudade”, comenta.

 

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