Colômbia analisa conceder liberdade temporária a presos por causa da Covid-19

A maioria das prisões do país sofre de superlotação e há várias delas com casos de infectados pelo novo coronavírus

Presídios lotadosPresídios lotados - Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Mesmo sob pressão de organizações de familiares de presos e de organismos de direitos humanos, o governo da Colômbia ainda não definiu como será o decreto que promoverá a libertação temporária de parte dos presos. A maioria das prisões do país sofre de superlotação, como na Argentina, e há várias delas com casos de infectados pelo novo coronavírus.

No Departamento de Meta, uma das regiões mais castigadas pela violência das guerrilhas no passado, a prisão de Villavicencio registrou nesta terça-feira (5) que 657 de seus mais de 1.800 presos estão com coronavírus.

Trata-se da penitenciária com mais contaminados de toda a Colômbia. Os primeiros casos surgiram no pavilhão mais lotado da prisão, onde foram reportadas também as primeiras três mortes. Há ainda 50 carcereiros que receberam diagnóstico positivo para a Covid-19.

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Alguns parentes desses carcereiros também foram infectados, como a mulher de um deles, Andrea Sotelo Vargas, que morreu no último fim de semana.

Também há casos confirmados em outras cadeias da Colômbia, como a de La Picota -famosa por ter sido o local onde ficaram presos os principais narcotraficantes do país-, em Bogotá. Ali, foram identificados cinco contaminados. Há também um caso em Cundinamarca, um em Caquetá e outro em Leticia.

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