Com avanço do coronavírus, governo defende testes apenas para casos graves

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, a ideia é que os testes deixem de ser aplicados em locais com mais de cem casos confirmados de covid-19

CoronavírusCoronavírus - Foto: Tomas Anderson/Agência Senado

O aumento de casos confirmados do novo coronavírus deverá levar em breve a uma mudança no protocolo adotado pela rede de saúde para diagnóstico da doença em alguns pontos do país.

Atualmente, a recomendação é que todos os pacientes que procuram a rede pública de saúde com febre e outros sintomas respiratórios e que tenham histórico de viagem internacional sejam submetidos a exames.

O governo, porém, quer mudar esse modelo diante do aumento de casos. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, a ideia é que os testes deixem de ser aplicados em locais -cidades ou estados, a depender da concentração dos casos- com mais de cem casos confirmados de covid-19.

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Com isso, passariam a ser testados para o novo coronavírus apenas os casos de pacientes internados com problemas respiratórios graves, como pneumonia. Para os demais, valeria o diagnóstico clínico, como avaliação médica.

"Alguns locais vão chegar no número de cem casos confirmados. Quando chegar a esse número, vamos passar a monitorar os casos a partir da vigilância de rotina de síndrome gripal ou de síndrome respiratória aguda grave. Vamos monitorar os casos internados", afirmou nesta quinta-feira (12).

O número também equivale ao momento em que há uma transferência de uma fase de contenção para mitigação do vírus, de acordo com plano de contingência elaborado pelo Ministério da Saúde.

A mudança nos exames também pode ser indicada a partir do momento em que for confirmado que há transmissão comunitária do vírus em determinados locais. O termo é usado em situações em que não há vínculo entre os casos.

Segundo o ministério, ainda não há previsão de quando deve ocorrer uma mudança em todo o país, avaliação que dependeria de análise da concentração dos casos.

O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), porém, já defendeu a medida. "É importante calcular o número de testes que teremos e em que momento falaremos que não vamos testar todo mundo, que vamos testar por amostragem e fazer nexo causal", afirmou nesta quarta.

"Não vamos atravessar tudo isso com cada indivíduo fazendo testes. Chega a uma hora em que isso não tem de ser feito, não tem valor."

Ainda de acordo com Oliveira, o ministério também planeja alterar o critério usado para definir casos que devem ser analisados pela rede de saúde.

Hoje, entram nessa lista pacientes com febre e outros sintomas e histórico de viagens internacionais. Caso haja confirmação de transmissão comunitária em alguma cidade, o critério deve ser alterado para incluir viagens nacionais, afirmou o secretário.

"Aí tenho de ter transmissão comunitária naquela cidade. Não vamos colocar todo mundo no mesmo bolo", disse.

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