Com avião fretado, brasileiros conseguem voltar do Equador

Grupo de 149 brasileiros que estavam em Quito desembarcou em São Paulo na madrugada desta terça-feira (31)

Aeroporto de CongonhasAeroporto de Congonhas - Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

 

Um grupo de 149 brasileiros que estavam em Quito, no Equador, desembarcou em São Paulo na madrugada desta terça-feira (31) após ficarem sem condições de deixar o país desde que países sul-americanos fecharam as fronteiras para impedir a expansão do novo coronavírus, há cerca de duas semanas.

O ministério das Relações Exteriores fretou um avião particular para fazer o deslocamento. No voo, estavam dez atletas da equipe de natação paralímpica que embarcaram para o país no início de março, para treinamentos em Cuenca, na altitude de 2.500 metros. Havia ainda 25 brasileiros que estavam nas Ilhas Galápagos.

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Segundo o ministério, a demora para o translado se deu pela dificuldade em reunir todos os brasileiros que estava em outras áreas do Equador na capital Quito. A embaixada brasileira no país foi responsável por pagar hospedagem, alimentação e remédios para os brasileiros, assim como as passagens e taxas de embarque. O órgão ainda distribuiu kits com máscaras, luvas e água para todos.

O auditor do Ministério Público do Trabalho, Eduardo Reiner, era um dos passageiros do voo. Ao chegar em Curitiba, onde mora, ele desabafou nas redes sociais: "Fiquei um pouco assustado como estão as coisas aqui no Brasil, no Equador há um controle muito maior, muito mais restritivo e aqui parece que está tudo meio normal".

Durante o período em que ficou sem poder sair de Quito, Reiner divulgou vídeos pedindo ajuda às autoridades para voltar ao Brasil. A viagem à Galápagos duraria cerca de uma semana, mas ele acabou permanecendo no país por quase um mês. O retorno, no caso dele, seria feito com conexão em Lima, no Peru, que, no dia 15 de março fechou as fronteiras. Assim, ele ficou impedido de embarcar para o Brasil.

Em um dos vídeos, Reiner mostrou o aparato montado na cidade para fazer os brasileiros embarcarem de volta, com cobertura policiais e distribuição de equipamentos de proteção.

 

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