Com Doria, Alckmin dá largada simbólica a campanha e prega conciliação nacional

Anúncio do deputado Rodrigo Garcia (DEM) como vice na chapa ao governo paulista de João Doria (PSDB) se tornou a largada simbólica da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB).

Em busca de voto útil, Alckmin repete discurso de Covas de 1989Em busca de voto útil, Alckmin repete discurso de Covas de 1989 - Foto: Divulgação / Facebook

O anúncio do deputado Rodrigo Garcia (DEM) como vice na chapa ao governo paulista de João Doria (PSDB) se tornou a largada simbólica da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB). Em sua primeira aparição pública ao lado de Doria desde o início da pré-campanha, em abril, Alckmin foi recebido com gritos de o próximo presidente do Brasil em evento nesta sexta-feira (20) em um hotel em São Paulo.

Na mesa estavam nomes de peso da política nacional, que na véspera acertaram aliança nacional com o tucano depois de meses de negociação. Estavam no ato os presidentes do DEM, ACM Neto, do PSD, Gilberto Kassab, e do PRB, Marcos Pereira.

"Estou trabalhando, não desisto", discursou Alckmin. "Vamos trabalhar muito por essa aliança [com o bloco]. O Brasil precisa de esforço de conciliação. Pacificar um país dividido", afirmou.

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Os eventos semelhantes anteriores de Doria não tiveram a presença de Alckmin, que ainda não havia fechado aliança com o centrão, bloco formado por DEM, SD, PRB, PP e PR.

A campanha de Alckmin diz que agora o pré-candidato focará esforços em São Paulo para tentar recuperar terreno perdido para Jair Bolsonaro (PSL). Maior colégio eleitoral do país, o estado é decisivo na matemática dos votos da campanha presidencial. O tucano afirmou, citando Mario Covas, que São Paulo jamais vira as costas para o Brasil. Elogiou Doria, "com quem tenho um laço afetivo extremamente profundo".

Doria diversas vezes se referiu a Alckmin como futuro presidente, disse que trabalhará pela vitória em SP e no Brasil. "Precisamos nos acostumar a chamá-lo de presidente", discursou Garcia, ex-secretário de estado de Alckmin. "Geraldo foi um homem que me deu muitas oportunidades e me ensinou muito", afirmou o pré-candidato a vice-governador.

Com a aliança do centrão e Alckmin ainda não oficializada, ACM Neto elogiou o tucano com cautela, dizendo que as conversas são "produtivas e promissoras"."Se tudo der certo, tenho certeza de que mais uma vez São Paulo vai ser decisivo para o Brasil", declarou o presidente do DEM.

O ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) também saudou Alckmin como próximo presidente antes de dizer que "a luta vai ser dura, duríssima".

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