Com Givanildo Oliveira, Náutico melhora números da defesa

Equipe que tinha uma das piores defesas sofreu apenas um gol nos últimos três jogos

Marcelo Crivella e Marcelo Freixo Marcelo Crivella e Marcelo Freixo  - Foto: Reprodução

 

O velho ditado do futebol de que a melhor defesa é o ataque demorou a ser aplicado no Náutico. Na Série B do Campeonato Brasileiro, a equipe custou a encontrar o equilíbrio entre os compartimentos do time. Dono do segundo setor ofensivo mais positivo com 38 gols feitos - atrás apenas do Vasco com 41-, o Timbu sempre esteve na parte de baixo no quesito de tentos sofridos. Porém, a chegada do técnico Givanildo Oliveira mudou o panorama do sistema defensivo. Com Alexandre Gallo, o Alvirrubro era a terceira equipe que mais havia sofrido tentos. À frente apenas de Vila Nova/GO e Sampaio Corrêa. Com o novo treinador, subiu para o 11º lugar neste ponto.

O zagueiro Adalberto é um dos responsáveis pela melhora do setor alvirrubro, porém, divide os méritos com a equipe. De acordo com o atleta, que chegou ao clube no início de agosto e já disputou sete partidas na competição, todo o grupo tem contribuído para a solidez do sistema defensivo.

“Não é mérito só da defesa, mas de todos. Todo mundo está comprometido a se doar um pouco mais. Tivemos uma conversa boa com o professor Givanildo. E para chegar ao acesso, como a diretoria e nós queremos, tínhamos de fazer algo diferente. Era para se doar ao máximo do goleiro ao ataque. Tem sido fundamental isso. Rony está marcando, Renan Oliveira que não é muito de marcar está dando carrinho. No final, podemos ser coroados com o acesso”, afirmou Adalberto.

Os números indicam a evolução da defesa do Náutico com Givanildo Oliveira. Porém, na prática, o técnico pouco alterou a configuração de marcação da equipe. Em alguns jogos, Walber atuou como titular na lateral direita. Mas voltou a se machucar e Joazi retomou a vaga na posição. Esta foi a única mudança na primeira linha da equipe desde que assumiu o time. A grande modificação com o treinador aconteceu no aspecto psicológico.

“Acho que Givanildo Oliveira mudou quase nada. Se for olhar, a equipe é quase a mesma. O que modificou foi nossa postura. Conversamos que tínhamos de mudar se quiséssemos almejar coisas grandes. Agora é dar continuidade. Sabemos que a última partida foi apenas um pequeno passo no caminho certo. Temos mais 12 jogos, 12 finais. Não depende de ninguém, só da gente para subir”, pontuou o zagueiro do Náutico.

 

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