Com lockdown em 35 municípios, Tocantins confisca 70% das UTIs privadas

A polícia poderá agir caso a unidade crie empecilhos para o trabalho

Paciente usa leito de UTI na EsapnhaPaciente usa leito de UTI na Esapnha - Foto: MIGUEL RIOPA / AFP

No mesmo dia em que decretou lockdown em 35 cidades do estado, com o objetivo de conter o avanço do novo coronavírus, nesta sexta-feira (15), o governo de Tocantins requisitou administrativamente 70% dos leitos de UTI da rede privada do estado.

Até então, a medida atingiu oito hospitais particulares das três maiores cidades do estado: Palmas, Araguaína e Gurupi. Não há informação de quantos leitos foram obtidos nas unidades.

Com o confisco, os servidores públicos têm acesso livre às dependências dos hospitais privados. A polícia poderá agir caso a unidade crie empecilhos para o trabalho. O confisco vale para leitos de UTI equipados, estejam eles ocupados ou não.

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Apesar de ter baixa incidência da Covid-19 em comparação com outros estados, o governo de Tocantins alega dificuldades para expandir a oferta de UTIs na rede pública "devido a indisponibilidade no mercado de equipamentos necessários" e montagem em curto prazo.

Ainda de acordo com o governo, 93% da tocantinenses dependem unicamente do SUS e o índice de isolamento social da população está em torno de 30%, muito abaixo do recomendado para conter a transmissão do vírus.

Há 1.496 casos confirmados do novo coronavírus e 32 mortes causadas pela Covid-19 em Tocantins. Segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (18), 19 UTIs públicas estão ocupadas. Até a última semana, o estado contava com 54 UTIs exclusivas para atender pacientes da doença - com capacidade de implantação de mais 50 leitos do tipo.

A partir de sábado (16), 35 cidades do estado estão em lockdown, ou seja, com suspensão de todas as atividades consideradas não essenciais e proibição de circulação de pessoas. A medida vale até o próximo sábado (23). A capital Palmas não foi atingida.

Para tentar conter o avanço da doença, o governo determinou ainda a desinfecção de mais de 20 cidades e o aumento da fiscalização de decretos relativos à pandemia.

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