Recife

Com problemas na fachada, edifício Holiday não tem risco de desabar

Equipe técnica realizou primeira vistoria com uso de drone nesta quinta-feira (1º). Foram encontrados pontos de corrosão em lajes e janelas

Vistoria no edifício Holiday foi realizada com droneVistoria no edifício Holiday foi realizada com drone - Foto: Caio Danyalgil/Folha de Pernambuco

Interditado há quatro meses por causa de problemas no sistema elétrico, o Edifício Holiday, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, apresenta defeitos de estrutura na fachada que também deverão ser corrigidos. Em vistoria feita nesta quinta-feira (1º), com uso de drone, profissionais da engenharia e da arquitetura identificaram corrosão nos ferros do concreto armado nas lajes dos corredores dos andares. “Também encontramos em cima de algumas vigas e janelas”, diz o engenheiro Tiago Andrade, da empresa Tecomat, que auxilia os trabalhos de avaliação do prédio. Apesar disso, preliminarmente, não há risco de desabamento.

De acordo com o engenheiro, a parte mais afetada foi a fachada sudoeste, mais suscetível ao vento e à chuva. “A correção pode demorar e ser feita em partes”, explica. Até 10 de setembro, serão apresentados ao poder público e aos moradores projetos para novas instalações elétricas, prevenção de incêndio e recuperação de áreas danificadas. O condomínio continuará desocupado por ordem judicial, que garante o acesso apenas dos engenheiros e arquitetos envolvidos na análise técnica.

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O trabalho envolve 15 profissionais de entidades como o Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco (Senge-PE), a Associação dos Engenheiros de Segurança (Aespe) e a Associação Brasileira dos Engenheiros Civis no estado (Abenc-PE), além de alunos concluintes da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (UPE). “É um serviço corretivo e preventivo. Também estamos fazendo um projeto de proteção contra danos ambientais, que inclui, por exemplo, colocação de para-raios. São medidas necessárias para garantir a habitabilidade do edifício”, afirma o presidente da Abenc-PE, Stênio Cuentro.

Tecnologia
Realizada de forma voluntária pelas entidades, essa foi a primeira vistoria feita com drone, que traz mais precisão às análises. “A gente vai poder identificar as áreas da fachada que estão com algum tipo de problema. O drone vai dar esse suporte na observação de defeitos que a gente não consegue ver a olho nu do térreo”, detalha o engenheiro civil João Ribeiro Carvalho.

Outra vantagem do uso do robô aéreo diz respeito ao custo. “Sai muito mais barato do que se a gente precisasse de uma balança, um equipamento que você instala do lado de fora e que é uma estrutura pesada, com cabos de aço, e leva muito tempo para montar”, diz Stênio Cuentro.

Também há economia de tempo. Com o drone, a vistoria completa da fachada dura em torno de dois dias. Já da forma tradicional, pode chegar a um mês. “Nós vamos poder fazer um diagnóstico e, a partir disso, um planejamento para melhoria da edificação”, afirma o engenheiro de segurança Luiz Antônio de Melo. O síndico do Holiday, Rufino Neto, tem acompanhado o trabalho e espera que as famílias voltem assim que for possível. “Agora já conseguimos um corpo técnico para nos dar apoio e estamos seguindo com todo o vapor”, ressalta.

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