Combate à dor crônica vai além dos remédios

No Dia Mundial de Combate à Dor, celebrado nesta quinta-feira (17), especialistas alertam para a necessidade de reflexão sobre o assunto

Médico Leandro Braun e paciente Marli SantanaMédico Leandro Braun e paciente Marli Santana - Foto: Jose Britto/Folha de Pernambuco

Estudos desenvolvidos recentemente estimam que cerca de 40% da população mundial sofrem com dor crônica, ou seja, um desconforto persistente por mais de três meses. No Dia Mundial de Combate à Dor, celebrado nesta quinta-feira (17), especialistas no assunto alertam para a necessidade de uma reflexão social sobre as características do problema, as formas de tratamento e os cuidados necessários em busca de melhoria na qualidade de vida das pessoas afetadas.

Há cerca de dois anos, a técnica de enfermagem Marli Santana, de 44 anos, começou a saga para descobrir a causa de uma persistente dor na região lombar. Com o tempo, o problema foi impossibilitando ela de trabalhar e afetou até mesmo a relação com o marido, com quem é casada há 25 anos, e com os dois filhos de 23 anos e 16 anos. Moradora de Igarassu, no Grande Recife, ela passou por vários médicos, mas só encontrou respostas quando começou a se tratar na Realdor, clínica especializada no tratamento da dor, no Real Hospital Português, Centro do Recife.

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"Não imaginava que uma dor pudesse causar tanto transtorno. Algumas pessoas começaram a achar que era invenção minha, mas a cada dia sem solução aumentavam os problemas que eu enfrentava. Eu não dormia mais, não conseguia sair de casa. Perdi até a vontade de sorrir e isso começou a atrapalhar um pouco minha relação com as pessoas. Após o diagnóstico e tratamento corretos, minha vida voltou ao normal e hoje me sinto outra pessoa", disse.

O presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid), Leandro Braun, reforça que a dor crônica impacta não apenas a saúde física, mas também a mental e social das pessoas. Ele alerta que é preciso se consultar com um profissional adequado para o tratamento correto ser realizado. "Muitos não sabem, mas o uso indiscriminado de remédios é um grande vilão, pois pode ofuscar ou inibir um diagnostico sério", disse o médico pernambucano, que é especialista em dor pela Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Braun, os avanços da ciência têm revelado mecanismos terapêuticos com potencial elevado de cura ou melhoria da qualidade de vida. Ele cita como alternativas a exploração de métodos relacionados à medicina regenerativa e à intervenção pontual com apoio de recursos como laser e ondas de choque.

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