Comerciante vira réu acusado de assassinar Mirella Sena no Recife

Justiça acatou denúncia do MPPE nesta terça-feira (25); crime ocorreu em flat onde fisioterapeuta morava em Boa Viagem

Edvan Luiz da Silva, de 32 anosEdvan Luiz da Silva, de 32 anos - Foto: Cortesia/FolhaPE

O comerciante Edvan Luiz da Silva, acusado de matar a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena Araújo, 28 anos, no dia 5 de abril, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, vai para julgamento. Na tarde desta terça-feira (25), a Terceira Vara do Tribunal do Júri da Capital recebeu a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra ele por homicídio qualificado.

Na decisão, o juiz Pedro Odilon de Alencar Luz destacou que "os fatos noticiados na denúncia constituem crime doloso contra a vida conexo com delito contra a liberdade sexual, sendo, portanto este juízo competente para o processamento do feito". O magistrado determinou a citação do réu, que está preso preventivamente, para responder à acusação no prazo de dez dias, podendo arrolar até oito testemunhas.

O juiz ainda requisitou à administração do Edifício Golden Shopping, local onde o assassinato ocorreu, filmagem da câmera de segurança que registra o momento em que o réu sobe no elevador para o 12º andar, onde ele a vítima moravam. A Polícia Civil também deverá remeter à Justiça os demais laudos periciais.

Entenda o caso

Mirella foi assassinada dentro de casa no último dia 5 de abril, no flat localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. No mesmo dia, o vizinho dela - Edvan Luiz da Silva, de 32 anos, comerciante do setor de cosméticos - foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, sem chance de defesa e feminicídio).

O suspeito ainda estava em seu apartamento e teria tentado se livrar dos indícios do crime, como a camisa que utilizou no ato e a faca com a qual cortou o pescoço da vítima. Segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle do Amaral, um dos responsáveis pelo caso, o motivo do crime foi sexual. “Ele a matou porque queria ter relações com ela”.

Edvan Luiz teve a prisão preventiva decretada no dia 6 de abril, após audiência de custódia realizada no Fórum Rodolfo Aureliano, no Recife. No dia 11, ele foi transferido do Centro de Observação Criminológico e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR). No entanto, a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco (Seres), não divulgou o presídio para o qual o acusado foi levado nem quando ocorreu a mudança. Segundo a Seres, a transferência de presos faz parte a rotina.

Perícias

As análises realizadas por profissionais da Polícia Científica foram fundamentais para confirmar a identidade do autor do crime brutal. Exames de DNA comprovaram que o material genético encontrado nas unhas de Mirella pertenciam ao vizinho. Também foi por meio do DNA que ficou provado que o sangue encontrado na casa de Edvan era da fisioterapeuta. Fios de cabelo do empresário foram encontrados nas mãos da vítima.

No local do crime, o uso do luminol, produto químico especial capaz de fazer aparecer traços de sangue até então invisíveis a olho nu, foi revelador. A aplicação do produto mostrou pegadas do empresário e até a sua silhueta ao abrir a porta do banheiro, já que ele estava bastante sujo de sangue e encostou no cômodo. 

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