Jaboatão dos Guararapes

Comerciantes da orla de Jaboatão dos Guararapes são recadastrados

Há 280 comerciantes regularizados trabalhando na orla local

Maria das Graças comercializa há três décadas na orla de PiedadeMaria das Graças comercializa há três décadas na orla de Piedade - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

 Com o objetivo de dar início ao recadastramento de barraqueiros e ambulantes, funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes realizaram, no último domingo (22), um levantamento do número de comerciantes que atuam nas praias de Piedade, Candeias e Barra de Jangada. “A ideia é confrontar dados deixados pela gestão anterior e analisar se houve alguma mudança”, afirma o secretário Marlus Costa.

As equipes orientaram os vendedores sobre limpeza, segurança e ordenamento das barracas na faixa de areia. “Nossa presença não tem viés de fiscalização, mas esse monitoramento deve ocorrer depois da efetivação dos cadastros”, diz o secretário, que estuda a possibilidade de oferecer cursos de capacitação. “Queremos dar o melhor atendimento possível aos turistas e moradores”, explica.

Há 280 comerciantes regularizados trabalhando na orla local. Eles não pagam taxa à prefeitura, mas precisam seguir normas, de acordo com o Decreto nº 133/2013. “A gente não pode preparar os alimentos na praia. Também não é permitido vender bebidas em garrafas de vidro”, aponta Maria das Graças Santos, 57 anos, que há três décadas comercializa em Piedade.

Para Valmir da Silva, 29, a imposição de regras deveria vir acompanhada de benefícios. “Estou em Piedade há pouco mais de um ano e acho que muita coisa poderia mudar. A gente poderia ter um lugar coletivo para guardar nossos materiais. Hoje preciso pagar para deixar minhas cadeiras e todo o resto num local alugado”, diz.

Outras cidades
Em Boa Viagem, no Recife, onde a prefeitura promete padronizar todas as barracas e guarda-sóis até o fim deste mês, a principal reclamação dos comerciantes é a falta de banheiros. “Não há condições de trabalhar à vontade por aqui. Fico numa área privilegiada, entre dois grandes hotéis, e não há um banheiro sequer. Os clientes ficam constrangidos e nós deixamos de ganhar com isso”, diz Anisia da Silva, 54. “Dia desses, nós contratamos um banheiro químico para nossos clientes em atendimento, mas os fiscais vieram e apreenderam”, conta Rosário Barbosa, 50.

Em Casa Caiada, Olinda, a reportagem constatou preparo de comida na orla, caixas de som e venda de bebidas em recipientes de vidro. “Acho os preços bem mais baratos do que em Boa Viagem. Em compensação, a higiene das barracas deixa muito a desejar”, fala a estudante Thaynne Moraes, 19.

 

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