Opinião

Como a IA construirá o perfil do consumidor do futuro?

O perfil do consumidor está mudando mais rápido que a atualização de uma página na internet quando clicamos na tecla F5. E essa transformação, que irá ditar como, onde e no quê as marcas precisam investir para que suas estratégias de marketing sejam efetivas, vem sendo impulsionada pelo avanço do mercado quanto às tendências e novidades tecnológicas que têm cada vez mais se popularizado. E em outras palavras: Sim, estou falando da Inteligência Artificial. 

Tentar de alguma forma negar que a tecnologia veio para ficar, ou não buscar implementá-la em seus processos e entregas, criará uma divisão no mercado entre as empresas que estão olhando para o crescimento e para o futuro de seu negócio, e as que não. 

E ainda que existam nichos e segmentos específicos que não sejam totalmente digitais, ou ferramentas específicas como os ChatBots que podem não ser eficientes para todo o tipo de negócio ou estratégia, a IA pode contribuir com o levantamento de dados de uma forma extremamente personalizada, o que muda totalmente a relação entre uma marca e seu público, já que as mesmas passam a ter acesso a um perfil cada vez mais completo dos consumidores. 

E para seguir a estratégia, as marcas precisarão apostar muito na exclusividade e personalização, sendo os dois caminhos que estimam, até o fim do ano, se fortalecerem ainda mais. E essa diferenciação na experiência do comprador pode ser feita por meio da disponibilidade de produtos raros ou premiums, como também edições limitadas. 

Outro formato que está potencializando os programas de fidelização (que de acordo com informações do The Loyalty Report 2023 contam com uma taxa de satisfação de 46% no Brasil), é o cashback em criptomoedas. Sendo uma realidade ainda fora do eixo empresarial brasileiro, duas gigantes dos meios de pagamento já aderiram ao formato, onde uma já promete de 1% a 3% de cashback, e outra de 1% a 8%. E esse movimento expande ainda as possibilidades dos usuários conhecerem novas realidades, como também meios de compra fora do que estão acostumados a consumir.

Quando descemos um pouco a régua para formatos mais tradicionais, pensando inclusive na aproximação de grandes datas sazonais entre a Black Friday e o Natal, já é estimado que a inteligência artificial seja altamente eficiente nas estratégias de grandes varejistas. As empresas que não só investirem na tecnologia, como também na capacitação de profissionais que comandam essa operação, poderão prever volumes de demandas, com base no levantamento de dados quanto às intenções do público, o que permite essa personalização que os consumidores tanto esperam.  

Com isso, concluímos que não se trata apenas de recomendar produtos com base no histórico de compras, mas que é preciso prever necessidades futuras e apresentar soluções antes mesmo de o cliente perceber que precisa delas. E é nesse momento que a IA, por meio do levantamento de dados, se potencializa como a nossa principal aliada.



*Sócio-diretor da Holding Clube e Roda Trade


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