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Comparar com Joaquim é afronta à memória de Eduardo Campos

Comparar Joaquim Barbosa com Eduardo Campos é uma afronta à memória do ex-governador

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Setores do PSB que arrastaram Joaquim Barbosa para o partido começam a dizer que Joaquim Barbosa é um “nome capaz” de dar continuidade ao “projeto presidencial” de Eduardo Campos. É uma afronta à memória do ex-governador, que tinha ideias sobre o Brasil forjadas ao longo de uma convivência de mais de 30 anos com seu avô, Miguel Arraes. Eduardo foi seu chefe de gabinete no Palácio do Campo das Princesas, deputado estadual, líder da Oposição na Assembleia Legislativa, secretário de Governo e da Fazenda, deputado federal, ministro de estado, governador e candidato a presidente da República. Joaquim Barbosa também teve uma carreira bem sucedida, mas como membro do Ministério Público Federal e ministro da Suprema Corte. Mas ninguém sabe o que ele pensa sobre os grandes e graves problemas nacionais, e que soluções pretende propor para tentar resolvê-los. Além do mais, sabendo-se que se trata de uma pessoa difícil e incapaz de conviver com quem pensa diferente dele, é absolutamente impróprio compará-lo ao ex-governador. É legítimo que o PSB queira ter o seu próprio candidato a Presidência da República, mas não é tão legítimo assim o seu oportunismo eleitoral, indo atrás de uma pessoa que não gosta da política e cujo pensamento sobre o país é uma incógnita.

A dança das pesquisas
Raul Henry (MDB), vice-governador, garante que a Frente Popular está de posse de pesquisas, para consumo interno, mostrando que a popularidade de Paulo Câmara (PSB) está em ascensão. Já Marília Arraes (PT), vereadora e pré-candidata à sucessão estadual, afirma o contrário. Que as pesquisas da oposição revelam que 6 de cada 10 pernambucanos reprovam o governo.

Baixa aceitação > Humberto Costa diz ter “o maior respeito” por Marília Arraes, por ela estar contribuindo para “oxigenar” o PT. Mas teve acesso a pesquisas encomendadas pelo partido em que o nome da vereadora teria baixa aceitação como candidata ao Palácio das Princesas.

Resolvam por aí > O senador pediu à direção nacional do PT que conduza as conversas com Carlos Siqueira (PSB) visando a uma aliança entre os dois partidos em Pernambuco. Mas a presidente Gleisi Hoffmann (PT) voltou a dizer que isso é “tarefa” das direções regionais.

Lula livre > Militantes do PT aproveitaram o feriado de Tiradentes para promover atos de solidariedade ao ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba. O que se realizou no bairro da Madalena, no Recife, tinha menos de 20 pessoas.

O retorno > Num país em que a maioria das pessoas não renuncia sequer ao cargo de “inspetor de quarteirão”, Maurício Rands (ex-PT) surpreendeu PE em 2012 ao renunciar ao mandato de deputado federal. Teria legitimidade, agora, para pedir votos aos pernambucanos?

Linha política > Bolsonaro (PSL) tem sido bem sucedido até agora em sua estratégia de “montar palanque” nos 27 estados com pastores evangélicos, empresários e membros de corporações militares. Em Pernambuco conseguiu um coronel (Luiz Meira) para disputar o governo e um empresário (Gilson Machado Neto) para disputar o Senado.

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