Conselho de Educação Física fiscaliza academias de Olinda

Balanço da fiscalização será divulgado pelo Conselho Regional de Educação Física no final da tarde

Fiscalização em academias de ginástica de OlindaFiscalização em academias de ginástica de Olinda - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

O Conselho Regional de Educação Física (Cref) realizou uma série de fiscalizações em cinco academias de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, nesta quarta-feira (4). Entre os pontos observados pelos fiscais, a ausência de profissionais no acompanhamento dos alunos e problemas de estrutura, que, segundo os técnicos do conselho, podem causar problemas graves nas pessoas que frequentam os estabelecimentos.

Balanço divulgado pelo conselho contabiliza o resultado da fiscalização. Das cinco academias visitadas, todas estavam sem responsável técnico. Do total, três estabelecimentos já estavam fechados por fiscalização anterior do Cref. Uma das academias, que estava aberta e funcionando com clientes, foi notificada por irregularidade documental e exercício ilegal da profissão de educador físico. Um prazo de 30 dias foi dado para que a situação seja regularizada. Quatro das academias estavam funcionando em situação estrutural precária.

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As fiscalizações, que também contam com o apoio da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são feitas a partir de denúncias, que, segundo o Cref, costumam partir dos próprios frequentadores dos estabelecimentos. Em casos de detecção de irregularidades o conselho pode encerrar as atividades e até acionar órgãos responsáveis para dar continuidade às fiscalizações, como a Vigilância Sanitária, o Procon e o Ministério Público, que podem formalizar as interdições e aplicar multas aos donos.

Segundo o Cref, as fiscalizações são rotineiras e garantem que o usuário não seja exposto à condições precárias. O agente de fiscalização do Cref, Marcelo Santos, afirma que os alunos devem ficar atentos às condições de uso e, se houver irregularidades, devem denunciar. “Caso a academia esteja funcionando de forma irregular ou clandestina, podemos notificá-la para que a situação seja normalizada em um prazo de até 30 dias. Se não tiver profissional acompanhando as atividades, as academias podem ser fechadas”, afirmou Marcelo.

Os problemas mais frequentes encontrados pelos agentes são a falta de profissionais capacitados qualificados. O conselho recomenda que cada atividade nas academias sejam acompanhadas por um profissional ou estagiário, que deve ter um contrato de estágio e ser supervisionado pelo profissional. No caso de ausência de profissionais, as academias podem ser fechadas pelo Cref. “Sempre orientamos que as pessoas procurem saber se os instrutores possuem capacitação para exercer a profissão”, declarou o agente de fiscalização.

Além da falta de profissionais, uma irregularidade recorrente são as academias clandestinas, que não possuem o registro obrigatório exigido pelo conselho. O registro permite que os responsáveis pelas academias sejam identificados e, caso sejam encontradas irregularidades, respondam pelas ações. Problemas estruturais como equipamentos danificados e pisos irregulares também são frequentes.

“Antes de se matricular em uma academia, o usuário deve conferir se a academia está registrada no nosso sistema. O registro deve ficar exposto para todos que circulam pelo estabelecimento, isso comprova que há um responsável pela academia.”, disse Marcelo.

De dezembro de 2018 a junho de 2019, o Cref visitou 388 academias em Pernambuco, 174 delas operavam sem registro. Entre os estabelecimentos fiscalizados, 102 operavam sem profissionais de educação física e 56 com leigos ou sem nenhum acompanhamento.

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