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COVID-19

Conselhos de secretários de Saúde defendem vacinação de adolescentes

Vacina da Pfizer contra a Covid-19Vacina da Pfizer contra a Covid-19 - Foto: Hélia Scheppa/SEI

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) lamentaram a decisão do Ministério da Saúde de recomendar a suspensão da vacina contra a Covid-19 para adolescentes sem comorbidade.

Por meio de nota, os conselhos afirmaram que a medida foi tomada "sem qualquer consulta prévia às representações estaduais e municipais da gestão do Sistema Único de Saúde ou mesmo à Câmara Técnica Assessora do Programa Nacional de Imunizações (PNI)".

Eles ressaltarm que "ao implementar unilateralmente decisões sem respaldo técnico e científico", o Ministério da Saúde "coloca em risco a principal ação de controle da pandemia". "Apesar de a vacinação ter levado a uma significativa redução de casos e óbitos, o Brasil ainda apresenta situação epidemiológica distante do que pode ser considerado como confortável, em razão do surgimento de novas variantes", destacou a nota. 

Os conselhos frisaram a confiança na Anvisa e na Organização Mundial da Saúde (OMS), que endossam o uso do imunizante da Pfizer para crianças de 12 anos ou mais.
 

Em outro trecho da nota, os conselhos colocaram em dúvida os dados apresentados ontem pelo ministro da Saúde, de que houve mais de 25 mil aplicações de vacinas diferentes das recomendadas aos adolescentes. "Temos que primeiramente considerar se o dado é real, uma vez que erros de registro vêm sendo identificados, tanto por eventual esgotamento dos servidores, como por dificuldades relacionadas aos sistemas de informação. Importante considerar também que o montante referido anteriormente representa 0,75% das mais de 3,5 milhões de doses já aplicadas neste grupo populacional", afirmaram.

Sociedade Brasileira de Imunizações 

Por meio de nota, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) informou que discorda do recuo do Ministério da Saúde (MS) em relação à vacinação de adolescentes sem comorbidades. De acordo com o grupo, não há evidências científicas que embasem a decisão de interromper a vacinação de adolescentes. 

Dentre suas principais referências para continuar a recomendar a vacinação de adolescentes, a SBIM reforçou que a melhora no cenário epidemiológico brasileiro, com queda de 60% no número de casos e de 58% de mortes por Covid-19 nos últimos 60 dias, não é motivo para a interrupção. A vacinação, informou o grupo, é um dos fatores, senão o principal, que colaborou para esse avanço. Vacinar os adolescentes pode contribuir ainda mais. 

 
 

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