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Copa América: Grupo C tem equilíbrio de forças

Uruguaios e chilenos podem somar mais uma conquista da Copa, desta vez em solo verde-amarelo

Jogadores do Uruguai comemoraram a classificaçãoJogadores do Uruguai comemoraram a classificação - Foto: Odd Andersen/AFP

Sem Brasil e Argentina, o Grupo C, em um primeiro olhar, pode ser taxado como o de menor importância. Uma observação mais detalhada, contudo, mostra que a chave tem uma dupla de respeito. Para começar, nada menos do que o maior vencedor da Copa América, o Uruguai. Se esse histórico não empolga tanto, aí vai um segundo dado: um dos integrantes do bloco é o Chile, atual bicampeão (2015-2016). Equador e o convidado Japão completam o quarteto. Uruguaios e chilenos podem somar mais uma conquista da Copa, desta vez em solo verde-amarelo, enquanto equatorianos e japoneses buscam a glória inédita.

Uruguai

Maior vencedora, Celeste
chega com incógnita


O primeiro e maior ganhador da Copa América, com 15 títulos, chega ao torneio com uma preocupação: como será o desempenho do seu principal jogador, o atacante Suárez? O atleta do Barcelona se recuperou recentemente de uma lesão no joelho direito, sofrida no início do mês passado, e ficou fora dos primeiros treinamentos da seleção. Na temporada 2018-2019, ele marcou 25 gols em 49 jogos pela equipe espanhola. O centroavante Cavani (Paris Saint-Germain) e o zagueiro Godín (que até a última temporada estava no Atlético de Madrid) são os demais nomes de destaque da Celeste. Um dos integrantes da seleção pode ganhar uma torcida especial dos brasileiros, o meia Arrascaeta, do Flamengo.

A “liderança uruguaia” de taças da Copa América está ameaçada. A Argentina tem 14 conquistas e só não igualou o rival porque fracassou nas duas últimas edições, ficando com o vice-campeonato. O Uruguai não comemora um título da competição desde 2011, ao derrotar o Paraguai na decisão por 3x0. No último amistoso antes da estreia da Copa América 2019, os uruguaios venceram o Panamá por 3x0.

Destaque
Luis Suárez (atacante)
Idade: 32 anos
Altura: 1,82m
Clube: Barcelona (ESP)

Histórico
Participações: 43
197 jogos: 108 vitórias, 34 empates e 55 derrotas
Gols marcados: 399
Gols sofridos: 218
Títulos: 15 (1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1926, 1935, 1942, 1956, 1959 (Equador), 1967, 1983, 1987, 1995 e 2011)
Sede: (1917, 1923, 1924, 1942, 1956, 1967 e 1995)

Chile

Roja busca tricampeonato
em meio a crise

Em 2016, EUA sediaram a Copa América centenário, que teve o Chile como seleção campeã

Em 2016, EUA sediaram a Copa América centenário, que teve o Chile como seleção campeã - Crédito: AFP

Em busca do tricampeonato da Copa América, o Chile já chegou surpreendendo. O técnico Reinaldo Rueda não convocou o goleiro Claudio Bravo, do Manchester City. A decisão foi uma retaliação após o arqueiro pedir dispensa anteriormente por não conseguir levar seu próprio preparador de goleiros, Rojas. Na ocasião, a esposa do atleta também fez uma postagem em uma rede social criticando a postura de alguns jogadores da seleção. O capitão chileno, Gary Medel, confessou que o elenco tem um “problema a ser resolvido” com o camisa 1, mas negou que o grupo tenha boicotado sua presença na competição.


Destaque
Alexis Sanchéz (atacante)
Idade: 30 anos
Altura: 1,69m
Clube: Manchester United (ING)

Histórico
Participações: 38
177 jogos: 64 vitórias, 31 empates e 82 derrotas
Gols marcados: 281
Gols sofridos: 304
Títulos: 2 (2015 e 2016)
Sede: 7 (1920, 1926, 1941, 1945, 1955, 1991 e 2015)


Equador

Com Valencia, time
quer ratificar evolução

Valencia, jogador do Equador

Valencia, jogador do Equador - Crédito: Divulgação

Em 1993, o Equador conseguiu seu maior feito na Copa América, ao passar da fase de grupos e terminar na quarta colocação, caindo na semifinal diante do México. Um feito que a seleção espera, ao menos, repetir 16 anos depois, no Brasil. Mesmo ciente da dificuldade em desbancar um dos dois maiores do grupo (Uruguai e Chile), os equatorianos querem ratificar o crescimento do futebol no país com mais uma campanha histórica no certame. Antonio Valencia, meia do Manchester United, é o principal nome entre os convocados. Destaque também para Arboleda, zagueiro do São Paulo.


Destaque
Valencia (Meia)
Idade: 33 anos
Altura: 1,80m
Clube: Manchester United (ING)

Histórico

Participações: 28
118 jogos: 16 vitórias, 22 empates e 80 derrotas
Gols marcados: 127
Gols sofridos: 311
Títulos: 0
Sede: 3 (1947, 1959 e 1993)


Japão

Convidados, Samurais
miram Tóquio-2020

Japão foi convidado para a Copa América

Japão foi convidado para a Copa América - Crédito: AFP

Você não leu errado. O Japão é um dos integrantes do Grupo C da... Copa América. E não será a primeira vez. A seleção asiática também foi uma das convidadas para a edição de 1999 do torneio, realizada no Paraguai e vencida pelo Brasil. Em 2011 e 2015, os japoneses foram chamados, mas não participaram. O técnico Hajime Moriyasu apostou em um grupo jovem, convocando na maioria atletas abaixo dos 23, de olho na formação do grupo para as Olimpíadas do ano que vem, na capital japonesa. Entre os garotos está Takefusa Kubo, de 18 anos, considerado o “Messi japonês” após passagem pelas categoria de base do Barcelona.

Destaque
Shoya Nakajima (Meia)
Idade: 24 anos
Altura: 1,67m
Clube: Al-Duhail (CAT)

Histórico

Participação: 1
3 jogos: 0 vitórias, 1 empate e 2 derrotas
Gols marcados: 3
Gols sofridos: 8
Títulos: 0

Leia também:
Brasil encara Bolívia na estreia da Copa América

 

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