Copa do Brasil no Recife realiza sonho de Érica Sena

Líder do ranking nacional, pernambucana nunca competiu prova nacional de marcha atlética em seu estado natal

Erica Sena, atleta pernambucana de marcha atlética, estará em TóquioErica Sena, atleta pernambucana de marcha atlética, estará em Tóquio - Foto: WAGNER CARMO/Divulgação

Desde 2011, a pernambucana Érica Sena não participa da Copa Brasil de Marcha Atlética. Em 2020, porém, será diferente. E o motivo que fez Erica decidir participar da disputa não é nem técnico, mas afetivo. É que a Copa Brasil de Marcha Atlética deste ano será realizada no Recife, no dia 16 fevereiro, nos arredores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária. O evento é uma realização da Federação Pernambucana de Atletismo, em parceria com a Prefeitura do Recife e a AAPPD (Associação de Apoio a Pessoa Portadora de Deficiência).

Natural de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife (RMR), Érica nunca teve a oportunidade de competir em um evento de nível nacional em seu estado natal, com a presença dos familiares na torcida. A Copa, então, será a realização de um sonho. “Quando eu falei que ia competir a Copa Brasil ninguém acreditou. Só vou porque é no Recife. Vai valer muito a pena, será um sonho realizado para mim”, conta a marchadora, que já foi campeã da disputa nas categorias Sub-18, Sub-20 e Adulto e lidera o ranking nacional da prova dos 20km atualmente - em quarto lugar está outra pernambucana, Paula Raíssa, que também participará da Copa Brasil.

Leia também:
Érica Sena busca evolução após índices internacionais
Campeã na marcha atlética, Érica Sena fala sobre futuro


No currículo, Érica soma ainda duas medalhas em Jogos Pan-Americanos - prata em Toronto-2015 e bronze em Lima-2019 -, além de um bronze na Copa do Mundo realizada em Roma, em 2016. A pernambucana também foi campeã do Circuito Mundial de Marcha Atlética da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 2017. Nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, ela terminou em sétimo lugar, mas disputou toda a prova no primeiro pelotão.

Apesar dos anos longe - Érica morou em São Paulo durante um tempo e reside no Equador há nove anos, ao lado do esposo e técnico Andrés Chocho -, parte da família de Érica está no Recife. E todos já estão devidamente convocados para acompanhá-la na prova. “São irmãos, sobrinhos. Já obriguei todo mundo a ir”, diz ela, que não esconde a animação. “Foi a coisa mais linda que aconteceu até agora em 2020. É um sonho competir uma prova de nível nacional no Recife”, emenda a atleta, que não visita o Estado há pelo menos três anos.

O reencontro, no entanto, será relâmpago. Já com classificação assegurada para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em julho próximo, no Japão, Érica tem uma agenda concorrida neste primeiro semestre. Uma semana antes da Copa Brasil, ela aportará no Rio de Janeiro, onde fará exames no centro do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Chegará ao Recife quase na véspera da competição e se despedirá no mesmo dia da prova, à noite.

A Copa Brasil será o primeiro compromisso oficial de Érica em 2020. Com certeza, uma injeção de ânimo para encarar o decorrer dessa importante temporada. Após realizar o sonho de competir em casa, ela partirá em busca de tornar outro ideal em realidade: a medalha olímpica.

Veja também

Regulador europeu autoriza tratamento contra artrite para casos graves da Covid-19Tocilizumabe

Regulador europeu autoriza tratamento contra artrite para casos graves da Covid-19

Impacto da pandemia na educação será mais grave do que o esperado, apontam ONU e Banco MundialCoronavírus

Impacto da pandemia na educação será mais grave do que o esperado, apontam ONU e Banco Mundial