Ter, 17 de Março

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Internacional

Coreia do Norte alerta para 'resposta terrível' em caso de nova incursão de drone do Sul

A advertência se deu depois que a polícia da Coreia do Sul realizou batidas na agência de inteligência nacional

 Lee Jae Myung prometeu acabar com os sobrevoos de artefatos não tripulados na zona fronteiriça Lee Jae Myung prometeu acabar com os sobrevoos de artefatos não tripulados na zona fronteiriça  - Foto: Anthony Wallace / Pool / AFP

A Coreia do Norte ameaçou, nesta quinta-feira (12), com uma "resposta terrível", se ocorrer outra incursão com drones do Sul, segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

A advertência se deu depois que a polícia da Coreia do Sul realizou batidas na agência de inteligência nacional e em outros 18 lugares de interesse, como parte de uma investigação sobre a incursão de um drone de vigilância, em janeiro, em território norte-coreano, perto do centro industrial de Kaesong.

"Advirto de antemão que o ressurgimento de provocações como a violação da soberania inalienável da RPDC [República Popular e Democrática da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte] provocará, sem dúvida, uma resposta terrível", disse Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, em um comunicado difundido pela KCNA.

Embora tenha reconhecido que a Coreia do Sul deu passos "sensatos" em resposta à incursão, Kim Yo Jong disse que a violação da soberania da Coreia do Norte era inaceitável, sem importar as circunstâncias.

"Não nos interessa quem seja o verdadeiro responsável pela infiltração de drones no espaço aéreo da RPDC, nem se é um indivíduo ou uma organização civil", afirmou.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, prometeu acabar com os sobrevoos de artefatos não tripulados na zona fronteiriça que foram estabelecidos no mandato de seu antecessor.

A Coreia do Sul negou inicialmente qualquer envolvimento oficial. No entanto, um grupo de trabalho conjunto militar-policial informou na terça-feira que estava investigando três soldados do serviço ativo e um integrante da agência de inteligência.

Em seu comunicado, Kim Yo Jong alertou as autoridades sul-coreanas para que "prestem atenção à prevenção para que um ato tão insensato não volte a se repetir jamais em seu país".

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